08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Quantas vítimas mais?


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Esta semana a avenida Nações Unidas novamente inundou devido a uma chuva de grande precipitação de água em curto espaço de tempo. Todos em Bauru sabem ou deveriam saber que não se deve andar e ou estacionar na Nações durante um temporal ou mesmo ao prenúncio de um.

No entanto, prefeitura, Emdurb, Dae, Bombeiros, Defesa Civil não sentam juntas e desenvolvem como em qualquer cidade civilizada um plano de contingência para bloquear o trânsito da avenida e agilizar a retirada dos carros estacionados e ainda socorrer com barcos ou veículos anfíbios as pessoas que ainda assim fiquem ilhadas e conscientizar de que não se deve utilizar aquela avenida durante ou após uma chuva forte.

Varias tentativas de resolver o problema sempre foram paliativas, até porque a verdadeira e definitiva solução não custa os R$ 25 milhões declarados pelas autoridades e sim demanda tempo, legislação e conscientização de todos. O problema real é que áreas imensas a cada ano são impermeabilizadas e a avenida é a calha natural da água que não consegue ser absorvida pelo solo. E a solução seria obrigar, dentro de um determinado prazo, que todos os estacionamentos públicos e privados em prazo de dois a 5 anos transformassem sua pavimentação em permeável e ainda que se obrigassem as construções maiores a reter por período de no mínimo 6 horas 1/3 da captação da chuva sobre seus telhados.

Temos em Bauru já planejados pelo menos quatro empreendimentos de grande porte e vários supermercados e atacados, fora grandes estacionamentos das escolas e universidade que se, juntamente com as existentes, utilizassem piso permeável poderiam praticamente solucionar este problema sem custos para a prefeitura que sempre está com suas finanças combalidas e também não seriam de grande problema para os empreendimentos, já que o custo deste tipo de pavimentação não é muito diferente do asfalto ou de blocos intertravados. Basta vontade política e cidadania por parte dos munícipes e responsabilidade social dos empresários.

Márcio M. Carvalho