Rio - Três toneladas de maconha foram encontradas por policiais da Companhia de Cães, na manhã de ontem, em uma construção no alto do morro da localidade conhecida como Fazendinha, no Complexo do Alemão.
Policiais que encontraram a droga no alto da favela receberam denúncia anônima. Policiais do Bope também ajudaram na operação. A droga foi encaminhada para 21ª DP (Bonsucesso).
Na última quarta-feira, as drogas apreendidas foram incineradas no forno da CSN em Volta Redonda. Foram queimadas mais de 40 toneladas de droga.
Exército
Além de fazer o cerco ao Complexo do Alemão, no subúrbio do Rio, militares do Exército estão ocupando pontos estratégicos da Avenida Brasil, principal ligação da zona oeste com a zona norte e o centro da cidade. Segundo o Comando Militar do Leste, o objetivo é garantir a segurança do trajeto que leva os suprimentos para os soldados no Alemão.
Sem lista de mortos
Duas semanas após o início dos ataques a veículos no Rio - cuja reação foi a ocupação policial dos Complexos do Alemão e da Penha -, a Secretaria de Segurança Pública ainda não divulgou uma lista completa dos nomes de presos e mortos.
Até sexta-feira, o número oficial de pessoas que continuavam presas era 118. Ainda não há informações sobre quantas foram detidas e depois liberadas. Em relação aos mortos, a secretaria disse que já identificou 18 de um total de “pelo menos 40”. A Polícia Militar fala em 37 e a Folha de S.Paulo contabilizou 51.
Esperança e preocupação
Uma semana após a ocupação policial do Complexo do Alemão, o domingo teve missa lotada na Igreja da Penha e ruas cheias da região, mas moradores ainda temem que a paz seja temporária.
Famosa pelos 382 degraus da escadaria principal, a igreja já chegou a ser usada como ponto de monitoramento de traficantes. Do pátio, é possível avistar a Vila Cruzeiro e o Alemão.
O pároco local, Serafim Fernandes, disse que o movimento aumentou. “Já ouvi testemunhos de pessoas que há anos desejavam conhecer o santuário e vieram agora.”