Brasília - Eleito pela primeira vez, o Conselho de Representantes Brasileiros no Exterior mostra a força de algumas comunidades “brazucas’’. Dos 16 candidatos escolhidos para representar os brasileiros lá fora, quatro moram nos EUA, três, no Paraguai e outros três, no Japão.
A escolha foi dividida em quatro regiões. Cada brasileiro pôde votar em um candidato da região onde mora, mesmo sendo de outro país. O resultado mostra que as comunidades nos países que levaram mais cadeiras têm maior poder de organização.
O conselho terá o papel de ouvir os imigrantes em cada região e repassar as demandas ao governo, embaixadas e consulados brasileiros. O posto de conselheiro não é um cargo oficial, e a função não é remunerada. Os integrantes podem se reunir até duas vezes por ano com os custos pagos pelo governo.
Apenas 21 mil brasileiros votaram, totalizando 18.500 votos válidos. Foi uma participação baixa diante da estimativa de que 3 milhões de brasileiros vivam no Exterior. Mas para o subsecretário-geral das Comunidades Brasileiras no Exterior, Eduardo Gradilone, o número foi “muito expressivo”.
Na América do Sul e Central, a supremacia foi paraguaia. Das quatro vagas, o país vizinho elegeu três conselheiros, sobrando uma cadeira para o Suriname. As outras três vagas da região, que inclui Ásia, África, Oriente Médio e Oceania, ficaram concentradas no Japão. Na Europa, dois eleitos moram no Reino Unido, um na Bélgica e um na Espanha.