11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Pressionada por Petrobras, Bolsa de Valores de São Paulo cai e fecha na mínima; dólar sobe


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Depois de superar os 70.500 pontos na manhã de ontem, o Ibovespa foi perdendo força e não conseguiu sustentar a alta, fortemente impactado pela queda das ações da Petrobras. Apesar de as preocupações sobre a economia europeia e norte-americana terem sido minimizadas no começo do dia, a reversão de alta do petróleo, que chegou a bater em US$ 90,76 por barril em Nova York, e as notícias envolvendo as licitações de sondas da Petrobras ajudaram a derrubar os papéis da petrolífera, o que provocou as perdas do índice à vista na Bovespa justamente no fim do pregão.

O Ibovespa fechou na mínima do dia, em baixa de 0,31%, aos 69.337,64 pontos, bem distante da pontuação máxima, aos 70.589 pontos, com ganhos de 1,49%. O volume financeiro, no entanto, ganhou mais fôlego e somou R$ 6,01 bilhões.

Os investidores iniciaram o dia com mais apetite pelo risco e dois fatores principais explicavam o ânimo. As mensagens sobre estímulos econômicos nos EUA, com a prorrogação da isenção de impostos para toda a população, e o otimismo em relação à possível aprovação do orçamento irlandês - o que abriria espaço para que o país receba o pacote de socorro de União Europeia e Fundo Monetário Internacional - fizeram com que a abundância de liquidez mundial buscasse ativos de maior risco.

Ontem, porém, a perda de fôlego das ações da Petrobras, no início da tarde, comprometeu totalmente o rali nos negócios da Bolsa. A queda dos papéis se acelerou depois que o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, confirmou que a estatal desclassificou dois concorrentes no processo de licitação para a contratação de 28 sondas de perfuração de áreas exploratórias de petróleo de mais de 3 mil metros de profundidade.

Em Nova York, o barril de petróleo fechou em baixa de 0,77%, cotado a US$ 88,69, após superar a marca de US$ 90 por barril pela primeira vez desde a crise de 2008, no intraday. Diante deste cenário, as ações PN da estatal petrolífera caíram 1,97%, enquanto os papéis ON cederam 2,47%, ambos fechando na mínima do dia. As ações da Vale também inverteram o sinal no fim do pregão, contribuindo ainda mais para as perdas do Ibovespa. Os papéis PN da mineradora caíram 0,23% e as ON tiveram perdas de 0,06%. Às 18h28, o índice Dow Jones subia 0,12%, enquanto o S&P 500 registrava ganhos de 0,22%.

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RENDA FIXA

Renda bruta: 10,68%

Ganho líquido/30 dias: 0,88%

Pela taxa média de 10,68% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,889811% e líquido de 0,711848%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,55% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,718799% e líquida de 0,575040%.

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BOLSA DE SP

Bovespa: queda de 0,31%

Volume: R$ 6,01 bilhões

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 0,31%, aos 69.337,64 pontos e com R$ 6,01 bilhões negociados. Nos Estados Unidos, O índice Dow Jones caiu 0,03% e o Nasdaq subiu 0,14%.

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OURO

Ouro/grama: R$ 84,90

Variação: alta de 1,07%

A cotação do grama do ouro apresentou alta de 1,07% na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a R$ 84,90. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,397,90, queda de 1,66%.

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DÓLAR

Comercial: R$ 1,681

Variação: alta de 0,12%

O dólar comercial subiu 0,12% com valor de compra de R$ 1,679 e de venda de R$ 1,681. O dólar paralelo apresentou queda de 1,06% a R$ 1,76 na compra e R$ 1,96 na venda. O dólar turismo apresentou queda de 0,95% a R$ 1,630 na compra e R$ 1,780 na venda.

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Tendências no mercado

Contratos de dólar futuro com vencimento em janeiro fecharam a R$ 1,692,00 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 0,39%. O Índice Bovespa Futuro caiu 0,75% aos 69.050 pontos. Ao término da negociação normal, entre os contratos curtos, o DI de janeiro de 2011 cedeu para 10,69%, o de abril 2011 foi a 11,12%, o de julho 2011 ficou estável em 11,60%. Nos contratos de vencimento intermediário, o juro do DI janeiro 2012 ficou estável em 12,04% o do DI janeiro 2013 caiu para 12,32%, o de janeiro 2014 ficou estável em 12,19%; o do DI de janeiro 2017 cedeu para 11,97%, e o DI janeiro 2021 caiu para 12%.