09 de julho de 2026
Turismo

Salva de palmas para o sol

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Agradeça o dia lindo se juntando aos moradores e batendo palmas. A divisa entre Copacabana e Ipanema se dá num ponto muito frequentado por turistas e moradores: o Arpoador. E é na ponta dele que todos têm uma das vistas mais espetaculares do Rio quando chega um novo dia.

Aos domingos e no Réveillon todos se unem para a tradicional salva de palmas, agradecendo a virada, seja do ano, seja da semana.

E é ali, no mesmo complexo do Arpoador, que fica o Forte de Copacabana, hoje transformado em espaço cultural. Parada obrigatória de passeio, seja pela vista que proporciona ao entardecer, seja pela comodidade dos serviços da Confeitaria Colombo, que tem sede no centro e ali uma filial.

A qualquer hora do dia há gente caminhando e andando de bicicleta pela orla de Copacabana. Que começa lá no lugar onde foi construída a antiga igrejinha de Nossa Senhora de Copacabana e que deu lugar ao Forte do mesmo nome, localizado na curva, sem acesso pelo mar, que divide Copacabana da vizinha Ipanema.

Faça o mesmo: saia para caminhar pela imensa calçada da praia, ao longo da ciclovia, para ter as mais diversas visões do bairro.

Vai avistar as fachadas dos prédios, o desenho da praia como uma concha e o Pão de Açúcar ao fundo. Dependendo do horário, os raios do sol atingirão o mar, dando ao bairro um tom dourado.

Durante o ano dois eventos são famosos no forte: em julho, o C’est Si Bom, que celebra a data nacional francesa (14 de julho). E agora em dezembro, a roda-gigante, grande expectativa quando o ano se finda. Nas edições anteriores a roda-gigante, que lembra as de Paris e de Londres, gerou filas enormes com todos querendo ver a cidade do alto.

Copacabana é espetacular de qualquer ângulo. Um conjunto harmonioso num casamento que deu certo entre a água, a areia dourada e um calçadão simulando ondas do mar.

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Rolê pelos vizinhos

Ipanema - É muito fácil circular belos bairros vizinhos de Copacabana. De preferência o faça a pé. Ipanema é descolada, fervilhante, convidativa. Oferece praias para públicos variados que curtem a vida e o modo carioca de ser. São eles que garantem que o canto esquerdo, conhecido como Arpoador, é o mais bonito da praia.

Já o mais badalado fica nas imediações do Posto 9. À esquerda da rua Farme de Amoedo fica o trecho GLS. Entrando pelas ruas do bairro, arborizadas, fresquinhas, agradáveis, você vai encontrar uma infinidade de restaurantes, lanchonetes e fast-food.

Como a cadeia Galittos, que serve pratos feitos com o galeto assado acompanhado de arroz e salada verde generosa por uma bagatela; a rede de pizzarias Capricciosa, o Garota de Ipanema, na esquina da Vinícius de Moraes...

Leblon - O bairro da classe média alta, das famílias retratadas nas novelas de Manoel Carlos, é agradável. Basta passar o Jardim de lá para Ipanema virar Leblon. A faixa de areia é mais estreita e menos lotada. Ande pelo calçadão e cruze com celebridades e termine o dia tomando mais um chope gelado no Bracarense ou deixe para jantar e bem num dos inúmeros restaurantes da rua Dias Ferreira.

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Criação da

zona sul

Copacabana é um dos bairros que integram a zona sul carioca, ao lado do Jardim Botânico, Gávea, Leblon, Ipanema e Leme.

Tudo começou em 1575, quando surge o Engenho d’El Rei às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, que se chamava Sacopenapã. O nome da lagoa foi dado em 1702, quando o engenho passou a pertencer ao capitão Rodrigo de Freitas.

As terras da praia que formam Copacabana (na época praia de Sacopenapã) foram vendidas pelos donos do engenho no princípio do século 17.

Surgiram nelas os primeiros chacareiros; um deles ergueu a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, nome que acabou se estendendo por toda a praia, hoje uma das mais famosas do Brasil e do mundo.

Em uma de suas extremidades surgiu a praia do Leme, onde se destaca o antigo Forte do Vigia ou Forte Duque de Caxias, no alto da bela colina à beira-mar.