11 de julho de 2026
Internacional

WikiLeaks: sites holandeses são atacados após detenção de jovem


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Londres - Ciberativistas interromperam ontem o funcionamento dos sites da polícia e do Ministério Público holandês depois da detenção de um garoto de 16 anos, suspeito de envolvimento na atual série de ataques digitais contra organizações vistas como inimigas do WikiLeaks.

Os ativistas também tentaram derrubar o Moneybookers, site de pagamentos eletrônicos, mas negaram que sua intenção seja conturbar as atividades comerciais nesta época natalina.

Várias empresas - de cartões de crédito ou hospedagem de sites - pararam de prestar serviços ao WikiLeaks depois que esse site começou a divulgar centenas de milhares de documentos sigilosos do governo norte-americano.

O WikiLeaks continuou promovendo esses vazamentos ontem, quando revelou a opinião do embaixador dos EUA no Cairo de que o presidente Hosni Mubarak vencerá as eleições de 2011 e governará o Egito até morrer.

As autoridades dos EUA negam que tenham pressionado as empresas a interromperem seus serviços para o WikiLeaks. Mas o secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, disse a jornalistas que as autoridades estão atentas aos ataques digitais e que especialistas são capazes de “rastrear” sua origem.

Sem vínculos com hackers

O WikiLeaks afirmou ontem que não tem vínculos com os ciberataques promovidos contra companhias globais consideradas inimigas do site, e que não apoia nem condena a campanha online.

Em comunicado publicado em seu site, o porta-voz Kristinn Hraffnsson afirmou que os ataques são “um reflexo da opinião pública sobre as ações dos alvos”.