09 de julho de 2026
Polícia

Três a cada cinco casas têm segurança

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Uma pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que três a cada cinco domicílios brasileiros possuem pelo menos um dispositivo de segurança como alarme, câmeras de segurança, interfone, grades nas janelas, cerca elétrica, entre outros.

O levantamento revela a insegurança cada vez maior dos moradores de bairros, que de acordo com Eduardo Santiago Chaparro, proprietário de uma empresa especializa em equipamentos de segurança que atua há 20 anos em Bauru, estão migrando para prédios ou condomínios fechados.

No País, 78% das pessoas entrevistadas pelo IBGE se sentem seguras em casa, 67% em seu bairro e 52% em sua cidade, o que mostra a influência da violência. A pesquisa tem como base o ano de 2009 e parte de 2008, mas foi concluída neste ano.

Em matéria recentemente veiculada pelo Jornal da Cidade que abordava o assunto, uma pesquisa coordenada neste ano pela professora doutora em sociologia Célia Retz, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), revelou que os bauruenses consideram a segurança da cidade regular e cobram maior efetivo de policiais nas ruas. Foram 725 entrevistados das sete regiões da cidade (leste, oeste, norte, noroeste, centro, sul e sudeste).

Desse total, 39% consideraram que a segurança é mediana; 34% que é boa ou ótima e 27% que é ruim ou péssima. Para melhorar, 66,72%% apontaram que a solução é ter mais policiais nas ruas e que eles devem atuar mais próximos da comunidade.

Na avaliação da pesquisadora, a polícia aparece, no estudo, como principal responsável por resolver o problema da violência porque as pessoas possuem uma visão equivocada e imediatista de quem faz a segurança pública.

“Na realidade, quem deveria atuar para melhorar a segurança da população, em todos os níveis, é a própria população, cuidando de seus vizinhos, se envolvendo nas questões de seu bairro. Mas isso não ocorre. A polícia é vista como a grande salvadora”, salientou.

Equipamentos

De acordo com a pesquisa do IBGE, três a cada cinco domicílios brasileiros possuem pelo menos um equipamento de segurança. A região Centro-Oeste do País representou 59,6% dos 58,6 milhões domicílios particulares permanentes utilizados para a pesquisa em 2009. Nesse universo, 89,2% eram casas e 10,4% apartamentos.

A situação também é válida para Bauru, onde o mercado de segurança residencial se expandiu muito, de acordo com Eduardo Santiago.

“É fato que o mercado de dispositivos de segurança cresceu muito em Bauru, tanto que muitas empresas do ramo foram abertas nesses últimos anos. Nós não conseguimos dizer se as vendas foram maiores ou menores em consequência disso. O surgimento de novas empresas absorveu a demanda do mercado”, observa.

Segundo ele, quem faz questão de morar em casas fora de condomínios fechados, tem uma grande variedade de equipamentos a seu dispor. Um bom sistema de alarme, por exemplo, pode ser adquirido por R$ 350,00.

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Furto x roubo

Ainda segundo a pesquisa divulgada ontem pelo IBGE, das 162,8 milhões de pessoas entrevistadas com 10 ou mais anos de idade, 11,9 milhões (7,3%) foram vítimas de furto ou roubo no Brasil entre 27 de setembro de 2008 e 26 de setembro de 2009.

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Criminalidade

Na pesquisa “Segurança pública: um processo de comunicação entre sociedade e polícia”, coordenada pela professora Célia Retz, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, os entrevistados das áreas norte e leste - que abrangem as regiões do Núcleo Mary Dota e Pousada da Esperança - são os que mais se dizem vítimas da criminalidade, seguidos dos moradores da zona sul, que inclui Altos da Cidade, e noroeste, que compreende Bela Vista e Parque Jaraguá.

Em seguida, na ordem decrescente, ficaram a área sudeste, que contempla as regiões do Núcleo Geisel e Jardim Redentor, e a área central da cidade. A pesquisa colocou a região oeste, que envolve a Vila Falcão e Vila Independência, como a de menor incidência de violência.

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Vai viajar nas férias? Comunique a polícia

Você está de férias, resolveu viajar e a sua residência ficará vazia? Adote a iniciativa do “vizinho solidário” e comunique-o primeiramente para que ele possa recolher seu jornal ou cartas que podem ficar jogadas no quintal e mostrar aos “criminosos de plantão” que não existe ninguém ali.

O tenente-coronel Nelson Garcia Filho, comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4º BPM-I), explica que é importante que o vizinho também fique atento a movimentos suspeitos, anote placa de veículos, fisionomias e comunique imediatamente a Polícia Militar.

“As pessoas devem reforçar a segurança das portas do fundo e da cozinha da casa, por onde ocorrem cerca de 70% desse tipo de furto. Além Outra dica barata e eficiente é colocar pequenas tábuas de madeira nas janelas para evitar que elas sejam abertas pelo lado de fora”, frisou.

As portas dos corredores internos também devem ficar trancadas e as lâmpadas apagadas. A antiga prática de que deixar lâmpadas acesas inibem a ação de criminosos já não é válida. “O criminoso passa pelo local, vê a luz acesa 24 horas e vai perceber que a casa está vazia”, completou Garcia.

É importante também comunicar as Bases policiais mais próximas para que inclua a sua casa no patrulhamento de rotina. Sabendo que a casa está vazia, o policiamento estará atento a ações suspeitas no local.

As Bases Noroeste, Oeste, Sul, Centro, Sudeste e Leste atendem respectivamente pelos telefones: (14) 3232-5111, 3214-1933, 3234-0616, 3232-0322, 3203-1668 e 3239-0226.