Havana - Cerca de 1,8 milhão de cubanos devem passar ao setor não estatal nos próximos cinco anos, segundo a ministra de Finanças, Lina Pedraza.
Em outubro, o governo autorizou os cubanos a montar pequenos negócios, como restaurantes e salão de cabeleireiro, e anunciou que estimularia o trabalho autônomo para atividades como massagistas, taxistas, cuidadores de idosos ou aluguel de cômodos.
A medida visa dar um destino a mais de 1 milhão de trabalhadores que perderão seu emprego no próximo ano.
Segundo números oficiais, 35 mil licenças para trabalhadores autônomos foram concedidas no primeiro mês. O governo planeja transferir alguns de seus serviços a cooperativas de trabalhadores.
Em troca, os autônomos deverão pagar gordos impostos sobre as vendas. A carga tributária será entre 30% e 35% de imposto de renda e mais 20% a 25% de contribuição social, disse a ministra Pedraza.
Segundo o governo, esses impostos financiarão seus programas sociais.
A ministra de Finanças afirmou que 143 mil trabalhadores autônomos que havia no país antes das medidas contribuíam com apenas 1% da arrecadação tributária do país.
Ela declarou ainda que o novo sistema de tributação desestimula a concentração da propriedade privada.