Nova York - Apesar de o progresso no Afeganistão ainda se mostrar “frágil e reversível”, o governo americano afirmou ontem que mantém os planos de começar a reduzir as suas tropas no país a partir de julho do ano que vem - sem estabelecer, porém, o tamanho da retirada inicial.
A promessa de começar a retirar as tropas do Afeganistão foi feita pelo presidente americano, Barack Obama, um ano atrás, quando anunciou o envio de mais 30 mil soldados para o país asiático -os EUA contam hoje com um contingente de cerca de 100 mil militares na região.
Os Estados Unidos também reafirmaram que pretendem completar a transição até o fim 2014, transferindo o controle da segurança para as forças afegãs.
“Na busca do nosso objetivo principal, estamos notando progressos significativos”, disse Obama.
“Atualmente, os líderes mais importantes da Al-Qaeda na região de fronteira do Afeganistão e do Paquistão estão sob mais pressão do que em qualquer momento desde que fugiram do Afeganistão, há nove anos.”
A declaração de Obama foi feita durante apresentação de relatório anual sobre a situação do Afeganistão e do Paquistão.
De acordo com o estudo, houve avanços no desmantelamento da liderança e dos quadros da Al-Qaeda.
O texto afirma que os “portos seguros” do grupo estão menores e menos seguros e sua capacidade de realizar operações terroristas, reduzida - porém, ressalta, “não interrompida”.
O relatório reitera ainda que os objetivos dos EUA no Afeganistão são impedir que a região seja um “porto seguro” para a Al-Qaeda e que o grupo Taleban consiga derrubar o governo afegão.
“O nosso objetivo não é construir o Afeganistão do século 21. Não é um país sem corrupção, o que seria um caso único em toda a região”, disse o secretário de Defesa, Robert Gates.
Segundo ele, “ o objetivo é trabalhar, ao lado de nossos parceiros e dos afegãos, para reduzir a capacidade militar e de força do Taleban a um patamar que as forças do Afeganistão possam lidar com ela”, afirmou.