08 de julho de 2026
Internacional

Dono do WikiLeaks torna-se vítima do próprio vazamento


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Londres - Julian Assange, o próprio, foi vítima de um vazamento. Na Inglaterra, onde está sob custódia da polícia, o criador do WikiLeaks recebeu ontem a notícia de que o inquérito sigiloso sobre seus supostos crimes sexuais na Suécia chegou à imprensa.

E por dois dos jornais que contam com acesso antecipado aos papéis secretos da diplomacia americana, “Guardian”, da Inglaterra, e “New York Times”, dos EUA.

Assange é acusado de coerção sexual e estupro contra duas suecas. A Suécia quer que ele seja ouvido no país.

Ele alega que fez “sexo consentido” e, após ficar preso por dez dias em Londres, por ordem da Interpol, aguarda em liberdade uma decisão sobre a extradição.

O relatório, de 68 páginas, dá a versão da polícia sueca para os quatro dias da visita de Assange ao país, em agosto.

Investigação

Segundo a investigação, os encontros do australiano com as suecas realmente começaram de forma “amigável”. Mas se tornaram violentos quando elas se negaram a fazer sexo sem preservativo.

O documento, extenso e repleto de interrogatórios, é um baque na defesa de Assange, que alega que tudo foi montado de última hora como parte de uma conspiração comandada pelos Estados Unidos.

Por outro lado, é um alento: as suecas continuaram conversando com o australiano, e só decidiram procurar a polícia depois que uma soube que a outra também havia se relacionado com ele.

Elas são identificadas só como “A” e “W”. “A” tem 30 anos e é uma ativista da esquerda na Suécia. “W”, 25 anos, trabalhou no Museu de Estocolmo e é descrita como “forte apoiadora” do WikiLeaks.

No relatório, “A” diz que recebeu golpes nas pernas e que teve as roupas rasgadas.