08 de julho de 2026
Bairros

Moradores sofrem com falta de água

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Além do calor, que ontem à tarde em Bauru chegou a 32,7 graus, moradores do Núcleo Beija-Flor estão enfrentando falta de água. A região mais afetada é a parte baixa do bairro, como as ruas Gabino de Souza, Flávio Xavier Arantes e Nassif Tebet. Quem reside nestas vias conta que desde sábado praticamente está sem água. “Neste final de semana, como já aconteceu nos dois anteriores, veio um pouco de água no domingo à tarde, mas acabou e até agora (ontem à tarde) continuamos sem”, relata Rosângela Lopes de Jesus.

Indignada com a falta de água, ela conta que ontem pretendia lavar a roupa da família, mas não conseguiu por falta de água. “É o terceiro final de semana que isso ocorre. Nem água para banho, com este calor, tem direito”, lamentou ela, que tem reservatório de 500 litros destinado apenas para necessidades básicas.

“A situação está caótica e não é a primeira vez. É o terceiro final de semana seguido sem água“, acrescentou Manoel Sígelo. “Em casa, só usamos a água da caixa para cozinhar, tomar banho e lavar louça. Mesmo assim economizando o máximo. Limpeza, ninguém faz”, frisa Silvana Terezinha de Souza, outra moradora do bairro.

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) confirma que a falta de água em algumas ruas do bairro tem sido frequente. O problema, informa a assessoria, tem ocorrido devido a quedas de energia elétrica. Neste final de semana, assim como nos anteriores, ocorreram os chamados piscas, que são interrupções rápidas de energia, às vezes de alguns segundos.

Como os poços profundos do DAE não são informatizados, quando cai a energia a bomba deixa de captar água e, portanto, de abastecer o reservatório. Como o consumo de água continua em seu ritmo natural, começa a faltar água em algumas regiões abastecidas por aquele poço. O problema só é descoberto quando o funcionário da autarquia que inspeciona os 28 poços profundos da cidade chega ao que está com a bomba desligada ou mesmo quando os moradores começam a reclamar de falta de água.

A saída para resolver o problema é automatizar as bombas dos poços profundos. Com isso, o DAE teria condições de, numa central de monitoramento, à distância, detectar qual bomba não está funcionando e enviar um técnico para religá-la caso o sistema automático de religamento não funcione. A assessoria de imprensa da autarquia adiantou que a automação do sistema de produção e distribuição de água é uma das prioridades, mas ainda não há data para começar a ser implantada.

Ontem à tarde, o reservatório do Mary Dota, que abastece o Núcleo Beija-Flor, estava com cerca de 50 centímetros de água quando o normal são três metros. A previsão do DAE era que o abastecimento no Beija-Flor fosse normalizado nesta madrugada.