A decisão do governo da China de aumentar as taxas de juros pela segunda vez em dois meses puxou as bolsas para baixo. Na Bovespa, a notícia impactou sobretudo as ações da Vale, mas a queda do índice foi parcialmente contida pela alta dos papéis da Petrobras.
O Ibovespa terminou em baixa de 1% e perdeu o nível de 68 mil pontos ao registrar 67.803,16 pontos, na mínima pontuação do dia. Na máxima, registrou 68.476 pontos (-0,01%). No mês, o índice acumula alta de 0,14% e, no ano, queda de 1,14%. O giro foi escasso e somou meros R$ 3,13 bilhões, o menor resultado de dezembro e com tendência de minguar ainda mais ao longo desta semana.
O Banco do Povo da China (PBoC) anunciou no último sábado aumento de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros. Com isso, os percentuais, que começaram a vigorar ontem, passaram de 5,56% a 5,81% ao ano, no caso da taxa de empréstimo, e de 2,5% a 2,75% ao ano, para a taxa de depósito. Além do aumento dos juros, o banco central chinês emitiu dois comunicados ontem nos quais destaca os desafios que tem pela frente para controlar o excesso de liquidez e a base monetária.
O resultado do noticiário da China foi bolsas em queda, na Ásia, Europa e Brasil. Nos EUA, os índices acionários operaram em baixa na maior parte do dia, mas, no horário do fechamento da Bovespa, estavam sem uniformidade. Às 18h20, o Dow Jones caía 0,12%, o S&P subia 0,11% e o Nasdaq avançava 0,10%.
No Brasil, Vale foi um dos papéis que mais sentiram a alta de juros na China. A ação PNA caiu 1,90% e a ON, 2,85%. As siderúrgicas também tiveram perdas fortes. Petrobras, por outro lado, se descolou do petróleo (em queda) e subiu. A ON, 0,70%, e a PN, 1,17%.
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RENDA FIXA
Renda bruta: 10,72%
Ganho líquido/30 dias: 0,71%
Pela taxa média de 10,72% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 32 dias corridos e 22 dias úteis foi fechada ontem com rendimento bruto de 0,89% e líquido de 0,71%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 8,58% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,72% e líquida de 0,57%.
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BOLSA DE SP
Bovespa: alta de 1%
Volume: R$ 3,13bilhões
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o dia de ontem com uma valorização de 1%, aos 67.803,16 pontos e com um giro financeiro de R$ 3,13 bilhões negociados.
Em Nova York, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones sofreu uma baixa de 0,11%, e o índice Nasdaq teve um avanço de 0,07%.
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OURO
Ouro/grama: R$ 78,00
Variação: alta de 1,30%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o grama do ouro terminou a segunda-feira negociado a R$ 78,00, com uma valorização de 1,30% em comparação como fechamento de anteontem.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de NY, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,382,03, queda de 0,23% às 18h48.
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DÓLAR
Comercial: R$ 1,694
Variação: queda de 0,12%
O dólar comercial encerrou o dia de ontem com uma ligeira baixa de 0,06%, valendo R$ 1,687 na compra e R$ 1,689 na venda. O dólar paralelo recuou 0,53%, negociado a R$ 1,770 para a compra e a R$ 1,860 para a venda. O dólar turismo caiu 1,22%, cotado a R$ 1,687 na compra e a R$ 1,783 na venda.
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Tendências no mercado
Contratos de dólar futuro com vencimento em janeiro fecharam a R$ 1703,50 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apresentando alta de 0,24%. O Índice Bovespa Futuro subiu 0,01% aos 69.305 pontos. No fechamento do pregão regular, as taxas dos contratos de abril11, por exemplo, subiam a 11,11%, de 11,04% no ajuste de ontem. Tinha alta também o contrato de julho11 (11,60% ante 11,48%) e outubro11 (11,19% ante 11,80%). O DI janeiro 12 projetava juro de 12,12% comparado a 12,00% ontem. A inversão da curva já dava para perceber no contrato de janeiro13, que fechou com juro de 12,34%, hoje, em relação a 12,39% no ajuste desta terça-feira. Janeiro14 exibiu fechamento de 12,20% no pregão regular desta quarta-feira, ante 12,32 ontem e janeiro 17 saiu de 12,18% para 11,96% esta tarde.