09 de julho de 2026
Geral

Financiamento de veículo fica mais difícil

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Assim como 2009 foi atípico em razão da redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), que impulsionou a venda de veículos e reaqueceu o setor automotivo após a crise financeira internacional, o secretário municipal de Finanças, Marcos Roberto Garcia, acredita que 2011 também poderá apresentar surpresas. Mas, desta vez, o que se cogita é a possibilidade de a comercialização de veículos sofrer uma queda significativa devido a restrições para financiamentos impostas pelo Banco Central.

Pelas novas regras, a reserva de capital que cada banco terá de manter em determinadas operações de crédito passou de R$ 11,00 para R$ 16,50 em cada R$ 100,00 emprestados. Na prática, esta mudança irá tornar as taxas de juros mais altas para aqueles não quiserem se submeter às exigências impostas pelo Banco Central.

Elas variam conforme o prazo do financiamento e o valor da entrada do automóvel. Nos financiamentos de 24 a 36 meses, o consumidor terá de pagar pelo menos 20% da entrada para não cair na restrição. Se a venda tiver prazo de 36 a 48 meses, a entrada mínima será de 30%. De 48 a 60 meses, a proporção aumenta para 60%. Para empréstimos de mais de 60 meses, a restrição será aplicada independentemente da entrada.

“Acredito que essa restrição deverá reduzir as vendas em, pelo menos, uns 10%”, pondera Garcia.

A alteração passou a valer para os financiamentos concedidos a partir do último dia 6 de dezembro. Para os empréstimos que já estejam correndo, continua valendo a regra antiga.