Abidjan - A Comunidade Econômica dos Estados de África Ocidental (Cedeao) resolveu suspender temporariamente o ultimato ao presidente Laurent Gbagbo para deixar o governo da Costa do Marfim.
O bloco de 15 países havia ameaçado uma intervenção militar no país, caso Gbagbo não reconhecesse a vitória nas eleições de 28 de novembro para o oposicionista Alassane Ouattara. O pedido, feito pessoalmente por uma delegação da Cedeao anteontem, foi rejeitado por Gbagbo.
No poder desde 2000, Gbagbo sofre cada vez mais pressão internacional após a anulação de cerca de 10% dos votos de Ouattara, com um recurso perante a Corte Constitucional, em uma disputa que já gerou mais de 200 mortes.
A União Europeia, que havia cancelado os vistos de Gbagbo e aliados, comunicou ontem que aumentará as sanções contra o presidente.
O grupo “Jovens Patriotas”, pró-Gbagbo, realizou protestos anteontem e promete invadir a sede de Ouattara protegida pela ONU, em 1º de janeiro.
Negociação recomeça dia 3
Uma delegação formada por três presidentes africanos voltará à Costa do Marfim no dia 3 de janeiro para prosseguir com as negociações com o líder Laurent Gbagbo, disse o presidente do bloco regional Ecowas, Goodluck Jonathan, ontem.
“Eles voltarão no dia 3 de janeiro e, quando retornarem desta segunda visita, o resultado determinará a próxima ação”, disse Jonathan, que também é presidente da Nigéria, após uma reunião com os enviados.