11 de julho de 2026
Política

Empresa que otimizará as rotas do transporte escolar vai receber R$ 70 mil/ano

Por Lígia Ligabue | Com Redação
| Tempo de leitura: 5 min

A otimização das rotas do transporte escolar em Bauru ficará a cargo da empresa Direct Security, de São Paulo. Ela irá oferecer software para o serviço, treinar uma equipe para operacionalizá-lo e disponibilizar manutenção pelo prazo de vigência do contrato. A expectativa é que as novas rotas entrem em operação no início do próximo ano letivo.

De acordo com o secretário da Administração, Renato Gragnani, a Prefeitura de Bauru irá pagar R$ 70 mil ao ano pelo serviço. Ele ainda informa que a empresa vencedora poderá fazer o apontamento da quilometragem rodada pelos veículos, sem aumentar o valor oferecido. Assim, a prefeitura não renovou o contrato com a empresa que executava o serviço, orçado em R$ 74 mil por ano.

Segundo Renato, participaram da licitação a Direct e a paranaense Radio Telecon, que atualmente opera os GPS dos ônibus do transporte escolar e ofereceu R$ 75 mil para executar a roteirização. “A proposta da Direct Security, que terá que instalar seus equipamentos de GPS para roteirizar e otimizar os trajetos, inclui também a medição da quilometragem. Diante disso, disparei consulta na Secretaria de Negócios Jurídicos para verificar se é possível abrir mão do controle de GPS, já que a vencedora também irá instalar esses equipamentos. Não esperávamos isso, mas a empresa veio convicta com essa proposta”, afirma.

De acordo com a Administração, o parecer da Secretaria de Negócios Jurídicos apontou pela não renovação do contrato com a empresa parananese, que venceu há duas semanas.

Pelo edital da licitação, a empresa vencedora irá oferecer software para o serviço, mas ele não será adquirido de forma permanente pelo município. A Direct também terá que treinar uma equipe da Secretaria Municipal da Educação para operacionalizar o programa e oferecer manutenção constante pelo prazo de vigência do contrato, que é 12 meses, renováveis por mais 48.

Atualmente, o sistema de transporte escolar de Bauru é composto por 66 veículos, que fazem o trabalho em quatro turnos e operam 18 rotas, para atender 4.900 alunos. O serviço é pago por quilômetro rodado e esse dado é verificado pelo sistema de GPS instalado nos veículos há cerca de um ano.

No entanto, o edital não trazia especificações de como o serviço deve ser feito, nem bases de comparação para garantir a escolha das melhores rotas. De acordo com a secretária municipal de Educação, Vera Caserio, servidores da pasta irão a campo para comprovar se as rotas apontadas são efetivamente as mais eficientes. “O papel da empresa será de apontar o melhor trajeto. Nós vamos fazer o serviço de campo. Antes não tínhamos ninguém capacitado em Tecnologia da Informação, agora, com a restruturação que está para ser votada pela Câmara, teremos uma pessoa específica nessa área”, afirma.

“A pessoa responsável pelo transporte de alunos fazia a verificação das rotas junto do ônibus. Ela checava se o caminho era o mais curto e o melhor para tender os alunos. E disso não podemos abrir mão, pois são crianças, adolescentes e temos preocupação com sua segurança”, ressalta.

Números

Em abril deste ano, a Secretaria de Educação finalizou o cadastramento de alunos, incluindo os do Estado. Segundo a pasta, são 4.920 alunos transportados no calendário deste ano, sendo 3.999 de escolas estaduais e 921 da rede municipal. A quilometragem total, com base nos roteiros aplicados até então pela Emdurb, ficou em 9.500 km/dia. São 18 rotas atuais, com 66 veículos, 70 monitores para alunos da rede tradicional e 60 para educação especial.

Na licitação realizada no ano passado, a administração voltou a contratar a empresa Brambilla Transportes, com o custo do Km passando de R$ 3,04 para R$ 3,98. Durante o exercício anterior, a despesa do serviço em Bauru foi de R$ 3,770 milhões. O governo estadual repassou R$ 2,898 milhões para esta finalidade.

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Sindicato quer acordo com o Estado na área de habitação

A Secretaria de Estado da Habitação e o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo assinaram protocolo de intenções para a realização de serviços de engenharia e arquitetura a famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos. O sindicato busca convênio para receber recursos para viabilizar o programa.

O secretário de Estado da Habitação e presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Lair Krähenbühl, e o presidente do sindicato, Murilo Celso de Campos Pinheiro, assinaram o documento em São Paulo.

De acordo com a Secretaria de Estado da Habitação, a iniciativa vai garantir que os projetos de moradias da população de baixa renda sejam executados com amparo técnico especializado.

A secretaria vai repassar verba para o atendimento e fiscalizar a atuação dos profissionais credenciados, disponibilizados pelo sindicato. “A parceria é muito importante para que a população tenha uma assistência técnica adequada na hora de construir, reformar ou regularizar seus imóveis”, disse o secretário Lair Krähenbühl.

Mas a ação depende de convênio entre as partes e os municípios, que ficarão responsáveis pela seleção das famílias que poderão utilizar o serviço. “Assim como são disponibilizados médicos no SUS e advogados pela Defensoria Pública, o cidadão cadastrado terá o direito ao serviço de engenharia e arquitetura”, explicou o diretor do sindicato em Bauru, Carlos Augusto Ramos Kirchner.

Ele explica que o convênio vai prever acesso a verbas do Fundo Paulista de Habitação para o financiamento da assistência técnica gratuita. “Uma coisa é pagar o profissional para fazer o serviço. Outra coisa são os tributos. A lei federal, a estadual e a municipal que existem sobre o tema, asseguram assistência pública e gratuita”, explica. “Mas a lei não assegura quebra-galho. Assegura a pessoa não só ter o projeto aprovado, mas um profissional que acompanhe toda a obra”, destaca.