08 de julho de 2026
Geral

Católicos celebram 2011 com oração

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 4 min

Católicos bauruenses estão se preparando para comemorar a virada do ano na noite de hoje exaltando a paz e a fé. Além das missas marcadas em todas as paróquias, dois eventos especiais devem mobilizar os fiéis.

A partir das 20h será celebrada no Santuário Diocesano Sagrado Coração de Jesus a tradicional “Missa pela Paz”, que tem como objetivo reunir famílias, jovens, lideranças paroquiais e toda a comunidade para momentos de oração, agradecimentos pelo ano que passou e despertar o compromisso dos fiéis de serem promotores da paz e do amor ao próximo a partir de atividades do dia-a-dia, no trânsito, no ambiente de trabalho, nas escolas e, principalmente, dentro dos lares.

A “Missa pela Paz” é celebrada desde 1999 quando teve início a campanha “Paz, levante essa bandeira” na Diocese de Bauru, liderada pelo padre Enedir Gonçalves Moreira, reitor do Santuário Sagrado Coração de Jesus.

“Há onze anos tentamos sensibilizar a sociedade com essa questão através de celebrações, encontros ecumênicos, palestras com líderes espirituais, ações nas escolas, universidades, entre outras atividades”, explica o padre.

A missa na noite de Réveillon encerra um ciclo e abre outro, marcado pelos trabalhos de promoção da paz. Segundo o padre, momentos especiais estão sendo preparados para a celebração, como a entrada solene da bandeira oficial da campanha pela paz, apresentação de canções temáticas e uma oração em memória das famílias vítimas da violência. Na entrada da missa os fiéis também receberão réplicas da bandeira, que serão usadas durante os cantos.

“Em 2011 queremos levantar essa bandeira de paz. Que a celebração pela paz não seja apenas um dia, mas para o ano todo, de oração e ação. Não estamos falando de paz para fugirmos dos problemas. Mas é enfrentando os problemas que teremos a paz em nossa consciência, na construção do mundo de justiça, de solidariedade e de amor ao próximo”, disse o padre.

A “Missa pela Paz” está marcada para as 20h de hoje, no Santuário Diocesano do Sagrado Coração de Jesus, que fica na rua Benedito Moreira Pinto, quadra 7, Jardim Panorama.

Vigília na virada

Pelo sétimo ano consecutivo, fiéis da comunidade da Paróquia São José Trabalhador vão passar em oração os últimos 15 minutos de um ano e os primeiros 15 minutos de outro.

O grupo vai se reunir por volta das 23h30 de hoje para rezar diante do Santíssimo Sacramento até a meia-noite do dia 1 de janeiro. O padre Milton Cesar Carraschi, que levou esse costume à comunidade, explica que essa é uma forma de agradecer a Deus pelo ano que passou e pedir outras bênçãos para o que está chegando.

“Nós oramos, cantamos e adoramos o Senhor. Todos os anos notamos uma participação cada vez maior dos fiéis. Na virada para 2010, a paróquia estava lotada”, conta ele.

Padre Milton afirma que a vigília da virada trata-se de uma alternativa cristã para a passagem de ano de católicos praticantes.

“Muitos comemoram a ocasião de forma supersticiosa, usando roupas íntimas de determinadas cores em busca de amor ou dinheiro, e comendo ou não determinados alimentos que trazem sorte ou azar. A oração é a nossa forma de celebrar”, explica.

A Paróquia São José Trabalhador fica na rua Domingos Bertoni, 5-10, na Vila Industrial. As orações da virada do ano começam às 23h30 de hoje.

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Na presença de Deus

André Luis Dantas de Oliveira, de 24 anos, vai participar pela terceira vez da virada do ano na Paróquia São José Trabalhador. Para ele, é um diferencial sair e entrar de um ano na presença de Deus, a partir de reflexões íntimas e existenciais.

“Esse ano vamos todos aqui de casa: meus pais, minha avó, meus irmãos e eu. É um momento para repensarmos nossas vidas e melhorarmos no ano seguinte”, afirma.

André, no entanto, conta que as orações não o impedem de comemorar a chegada do Ano Novo como outros jovens de sua idade. “Não costumo ir a baladas, mas depois de ceiar com a minha família, encontro com meus amigos para a festa”, diz ele.

A dona de casa Zilda das Dores Romuado, de 74 anos, participa das orações nas viradas do ano desde a primeira vez em que elas aconteceram na paróquia. Segundo ela, essa é uma forma de abrir o coração e a mente, renovando a fé para o ano que começa.

“Meus filhos e netos não me acompanham, mas lá oramos por todos, até pelos que não conhecemos. Depois da oração, fazemos nossa confraternização em família”, explica.