São Paulo - O vice-presidente da República, José Alencar, foi transferido ontem, por volta das 16h30, para um quarto no 11.º andar do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardiológica há oito dias, após dar entrada no hospital com quadro de hemorragia intestinal grave, no dia 22.
Os sangramentos estão controlados, segundo boletim médico. Alencar não precisou se submeter a novas sessões de hemodiálise e transfusão de sangue desde que passou por procedimento. Os médicos que cuidam de Alencar dão como certa a ausência do político na posse da presidente eleita, Dilma Rousseff, no sábado. Ele havia prometido dançar um xaxado com a petista e manifestou vontade de comparecer à solenidade em Brasília. A hipótese de viajar foi vetada pela equipe médica.
Prestes a deixar o cargo, Lula afirmou ao médico Roberto Kalil Filho que visitará o vice no dia 1. Já na condição de ex-presidente, Lula sairá da posse direto para o hospital e depois seguirá para São Bernardo do Campo, onde será recebido com festa.
Alencar já recebeu visitas do deputado José Genoino (PT), do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT). O próprio Lula, acompanhado de Dilma, passou no Sírio-Libanês no dia 23.
Ao prefeito Marinho, segundo relato do próprio, Alencar afirmou: “Eu não preciso morrer por causa do câncer. Se Deus quiser me levar, poderá levar a qualquer hora. Não é o câncer que vai me levar”.