O lixo acumulado no período natalino está no aterro sanitário. Segundo a assessoria de imprensa da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), a coleta foi normalizada sem a necessidade de colocar uma força-tarefa na rua. Entretanto, ontem a coleta noturna foi antecipada para as 15h, devido à véspera do Ano Novo, e neste sábado e domingo os coletores não vão trabalhar.
Portanto, o setor de Limpeza Pública da Emdurb pede aos munícipes que evitem acumular lixo nas ruas durante o final de semana para que os dejetos não se espalhem e causem problemas em caso de chuva, por exemplo.
Ontem, a informação obtida pela reportagem foi de que todos os setores da cidade onde a coleta deveria ter sido feita no período da manhã foram cumpridos. Nos locais onde o serviço normalmente é feito à noite, a equipe de limpeza trabalhou no período da tarde.
Segundo a assessoria de imprensa da autarquia, não há lixo acumulado nas ruas em função da falta de coleta no feriado de Natal. Os serviços voltarão ao normal na próxima semana.
Atrasos
Na passagem para o ano de 2010, toneladas de detritos se acumularam ao longo das vias públicas por mais de uma semana e o período ficou conhecido como o apagão do lixo, conforme o JC publicou. De acordo com a Emdurb há vários motivos para o atraso na coleta de lixo nessa época do ano. O aumento do volume de lixo, folgas, férias, faltas de funcionários e quebra de caminhões.
Logo após o Natal, o volume de lixo quase triplicou. Foram recolhidas mais de 600 toneladas de lixo nas regiões atendidas pelo serviço. Em dias normais são coletadas 250 toneladas.
Recentemente, o diretor de limpeza pública da autarquia, Ewerton Mussi Hunzicker, admitiu que alguns funcionários faltam nesses dias. Para ele, a insuficiência de coletores nessa época do ano associada ao desgaste dos caminhões, já que a frota é antiga, são fatores que geram reclamações dos munícipes.
Hunzicker disse ainda que tentou driblar a questão com um "plano B" de coleta para os feriados prolongados. Mas não conseguiu êxito por falta de estrutura mínima que as equipes pudessem trabalhar em escala diferenciada. "Não teríamos caminhões suficientes. E se acontece de um ou outro quebrar, o planejamento não daria certo".
A cada semana, pelo menos um caminhão de coleta de lixo quebra e fica mais de um dia fora de circulação, informou o diretor. A autarquia possui 18 caminhões, um deles fabricado em 1987 sem condições de trafegar. Dos 17 restantes, sete são novos e os demais têm, em média, entre 10 e 15 anos de uso.