Rio - A formação do ministério de Dilma deu sinais de que sua relação com Sérgio Cabral pode não ser tão harmoniosa quanto a do antecessor. Cabral foi triplamente prejudicado por Dilma na formação de sua equipe.
Primeiro, foi desautorizado após anunciar que Dilma convidara seu secretário da Saúde, Sérgio Côrtes, para chefiar a pasta do setor (o cargo ficou com o petista Alexandre Padilha).
Ele viu seu desafeto Moreira Franco ser nomeado ministro de Assuntos Estratégicos. E não teve sucesso no lobby para a permanência de Márcio Fortes (PP) no Ministério das Cidades. Dilma não atendeu seu pleito de formalizar a presença do Exército no Complexo do Alemão até outubro.
Mas o fator definidor da relação Dilma-Cabral deve ser como ela defenderá o projeto de lei do governo Lula para o pré-sal, que inclui repasse maior aos Estados produtores, como o Rio. A expectativa é que ela evite emendas que prejudiquem o Rio.
Vice-presidente
Às vésperas de completar 48 anos, o governador Sérgio Cabral Filho inicia seu segundo mandato disposto a fixar a imagem de responsável por um "choque de gestão?? no Estado do Rio.
A estratégia é para, no mínimo, ser candidato a vice na disputa presidencial de 2014.