10 de julho de 2026
Regional

Alcoolduto e estaleiro alavancarão a hidrovia Tietê-Paraná na região

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Em dois eixos da Hidrovia Tietê-Paraná serão injetados investimentos até 2013 que vão aumentar o volume de cargas e o papel logístico deste modal. Um fica em Anhembi, região de Botucatu, onde há um projeto do alcoolduto e, no outro polo, o estaleiro de Araçatuba para construção de 80 barcaças e 20 empurradores. Há ainda o projeto de expansão de mais 200 quilômetros da hidrovia, de Anhembi até Salto, que está em licitação.

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Relações do Trabalho de Araçatuba, Carlos Antonio Farias de Souza, afirma que a instalação do estaleiro no município vai descentralizar o desenvolvimento no Interior paulista.

"A ressonância vai ser em toda a faixa lindeira da hidrovia, os municípios na faixa de influência e os que são polos, como Bauru, Lins e Araçatuba, vão ser beneficiados. O que não estava sendo aproveitado vai começar a ser integrado e aproveitado", diz.

A hidrovia Tietê-Paraná abriga a primeira eclusa da América do Sul, que possibilita vencer desnível de 26 metros de altura num sistema igual a um elevador de água para subir ou descer embarcações. Esse sistema possibilita a navegabilidade de 585 dos 785 km de extensão do Tietê, o único rio que corre no sentido oposto ao mar. No trecho paulista são seis eclusas no Tietê e quatro no rio Paraná.

O membro do Comitê Técnico da Hidrovia Tietê-Paraná e diretor de Turismo da prefeitura de Barra Bonita, Ivan Franco Pinheiro Machado, acredita que os novos investimentos vão influenciar no crescimento econômico e turístico da região.

A hidrovia é uma aposta no desenvolvimento, principalmente na boa fase da economia brasileira. Explorada em apenas 20% de sua capacidade, etanol, soja, açúcar entre outras commodities, a longo prazo, deverão depender mais do transporte hidroviário do que o rodoviário no Interior paulista. Primeiro, por questão de redução do custo do frete e, segundo, a hidrovia é menos poluente.

A região de Botucatu também será fortemente beneficiada com a entrada em operação do alcoolduto com capacidade para exportar 21 bilhões de litros de etanol por ano.

A Uniduto Logísitica S.A., empresa criada em 2008 por um grupo de produtores de etanol, irá transportar etanol por dutos até o porto de Guarujá para posterior exportação. Pelo projeto, são 550 km de dutovia dentro do Estado com três ramais.

Neste ano foram realizadas audiências públicas para apresentar à população o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do alcoolduto.

O prefeito de Botucatu, João Cury (PSDB), aposta que seu município deve ser beneficiado com a construção de uma das bases ? os tanques de armazenamento. "A cidade tem uma posição estratégia com entrocamento ferroviário, rodoviário e muito próximo da hidrovia Tietê-Paraná", frisa o tucano.