07 de julho de 2026
Nacional

Cabral toma posse e promete acabar com ?poder paralelo?


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Rio - No discurso de posse de seu segundo mandato, o governador Sérgio Cabral (PMDB) prometeu que, quando deixar o cargo, ao fim de 2014, no Rio de Janeiro, "não haverá um bairro, uma comunidade dominada pelo poder paralelo, seja ele miliciano, seja ele traficante".

Em seu primeiro governo, Cabral implantou a política das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que já se instalaram em 13 favelas cariocas. O plano é que, até o fim de seu segundo mandato, elas cheguem a 27 outras comunidades.

"Nós não vamos extinguir os marginais, ou a venda de entorpecentes, mas não podemos ter essa situação vexatória de controle armado, físico de comunidades do Rio de Janeiro, por criminosos", afirmou ele em entrevista coletiva à imprensa após a posse. "Se não tivermos a liberdade de ir e vir garantida, não completaremos nenhuma outra política pública, seja de saúde, seja de educação."

No seu discurso, na Assembleia Legislativa do Estado, Cabral disse que, nos seus quatro anos de governo, "pudemos virar a página de um Estado em pânico, assustado".

O governador salientou que, no caminho para o plenário, passou pela sala de imprensa Tim Lopes, nome concedido por ele quando era presidente da Assembleia em 2002 e Lopes, jornalista da TV Globo, foi assassinado no Complexo do Alemão. "Como é bom poder dizer à sua família e ao Brasil que a memória de Tim Lopes foi honrada", afirmou Cabral, em referência à recente retomada do Alemão pelas forças de segurança do Estado e pelas Forças Armadas.

Cabral afirmou que, ao assumir o cargo há quatro anos, não era só a violência que assustava a população, mas também o estado de descontrole das contas públicas, que incluía atrasos nos salários dos servidores e prejuízos milionários em empresas públicas como a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). Para o governador, ao equacionar esses problemas, "nós nos demos ao respeito, e o Brasil passou a nos respeitar".

Ele dedicou boa parte de seu discurso para agradecer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "o maior brasileiro, o maior presidente da República da nossa história", com quem constituiu uma parceria desde o primeiro dia de governo.

Cabral, disse também, porém, que o Rio está "tranquilo e confiante" com a posse de Dilma Rousseff, que durante a campanha defendeu a nacionalização de políticas de saúde e segurança pública do Rio, e que espera ver a presidente reeleita em 2014.

Cabral também fez outra promessa para 2014: a de que o Rio de Janeiro estará entre os cinco melhores Estados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), avaliação do Ministério da Educação.