08 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

? "O DAE é nosso"

A frase é o slogan da campanha eleitoral de 2008 utilizado pelo prefeito Rodrigo Agostinho para dizer que o DAE continuará público. Mas, internamente, a frase está sendo utilizada de forma deturpada por alguns servidores que se postam como donos do que é público. O novo presidente da autarquia, André Andreoli, também enfrenta a revolta dos acomodados.


? A dívida ativa

Ontem, o diretor financeiro do DAE, Walker Hojas, que ainda não cuidou de restituir o fundo de tratamento de esgoto pelo pagamento de indenização por peixe morto em Tibiriçá, em operações efetivadas na seção que comanda, disse que não tinha condições de apresentar o que estava inscrito em dívida ativa e o que não está registrado. Deve estar calculando outros rombos no recurso carimbado do fundo...


? Interesse público

A discussão sobre a evolução da dívida da prefeitura com o DAE é de interesse de toda a sociedade e, ainda que sob o ranger de dentes de alguns que não querem tornar público o que é público, é tema obrigatório. O presidente do DAE já disse que fará o que for melhor para a municipalidade como um todo. Ainda ontem, servidores criticaram o retorno do presidente do PT, Sandro Bussola, à assessoria de gabinete do DAE.


? Primeira reunião

A nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Bauru se reuniu pela primeira vez na manhã de ontem. O presidente, vereador Roberval Sakai (PP), vice-presidente Moisés Rossi (PPS), primeiro secretário Luiz Carlos Bastazini (PP), o Carlinhos do PS, e o segundo secretário José Roberto Segalla (DEM) conversaram. Hoje o bate-papo será com servidores de carreira da Casa.


? Alterações previstas

Sakai informou que ainda não se definiu sobre alterações nas chefias ocupadas por servidores da Câmara. Sobre os oito cargos de livre nomeação a que tem direito, o vereador repetiu que, além de Sandra Pollice na diretoria de comunicação e Carlos Gobbi na consultoria jurídica, ainda não definiu os outros nomes.


? Chefe de gabinete

Assim, o presidente inicia seus trabalhos sem seu chefe de Gabinete. Para quem ainda está em recesso, passa. Mas a vacância não poderá perdurar por muito tempo. O que o Poder Legislativo precisa definir, com rapidez, é o suporte de tecnologia de informação, incipiente na Casa de Leis, e sobre a mudança de sede.


? Novo presidente

Eleito ontem presidente da Funprev, Vanderlei Tomiati afirmou que, além da construção da sede própria da entidade em terreno que já pertence à fundação, ele quer implantar dois programas. Um deles é para preparar o servidor para o período de aposentadoria, com acompanhamento psicológico. O outro é para o pós-aposentadoria, com cursos e espaço interativo em parceria com entidades.


? Bomba-relógio

Mas o que o novo presidente da fundação precisa mesmo cuidar, e com muita responsabilidade e antecipação, é do efeito retardado que o expressivo aumento no custeio implementado pelo governo Rodrigo Agostinho (com os planos de cargos aprovados em 2010) vai produzir nas contas da previdência. Antes da sede, será preciso olhar o efeito dessa bomba-relógio sobre o alicerce das contas internas.