09 de julho de 2026
Bairros

Vila Serrão ?reclama? de abandono

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 3 min

O menor bairro da cidade de Bauru, a Vila Serrão, localizado a algumas quadras da avenida Comendador José da Silva Martha, sofre com o abandono. Com apenas sete quadras e uma travessa, o local, que é contemplado por uma mata nativa do cerrado, poderia ser tomado por praças, centros culturais e comércio ativo. Porém, na pequena vila predominam mato alto, ruas sem asfaltar, falta de rede de águas pluviais, entre outros problemas.

Quem detalha a situação dos moradores do bairro é o psicólogo Dorival Vieira, que reside há quatro anos no local. Ele conta que foi feito um abaixo-assinado em junho de 2009 pela comunidade, com reivindicações de benfeitorias para a Vila Serrão.

Entre elas estavam melhorias de sinalização na entrada da vila e nos acessos, no asfalto, na rede fluvial e esgoto; instalação de pontos de ônibus; melhorias na segurança pública e construção de uma associação de moradores, assim como um ponto cultural para o bairro. As solicitações do documento foram encaminhadas ao prefeito e deram entrada na Câmara Municipal em janeiro de 2010.

Passado um ano, apenas três quadras foram asfaltadas e um ponto de ônibus implantado, segundo informou Dorival. Conforme ele aponta, o bairro tem ruas sem pavimentação e quadras "fechadas". É o caso das ruas 8, Francisco Balderrama, Wildo João da Silva (esta, interditada com tubos de concreto), Joaquim Correa da Silva, entre outras.

Com várias dessas vias sem asfaltar, fechadas ou interditadas, o bairro conta apenas com uma via de acesso, pela rua professor Mariano Rostey Júnior. "A rua Francisco Balderrama, por exemplo, poderia ser prolongada até a avenida Comendador José da Silva Martha", pleiteia Dorival.

O morador ainda aponta o problema da falta de rede pluvial. "A água da chuva vinda do bairro desemboca na avenida Comendador porque não há áreas de contenção de água, como as bocas de lobo", frisa.

"Descaso"

O mato alto em vários terrenos também incomoda, dando um aspecto de abandonado para a vila. "E, ainda, poderíamos ter mais praças e uma área cultural, voltada para crianças e adolescentes do bairro", reivindica o munícipe.

O morador fica indignado com o descaso do poder público em relação à vila em que reside. "Se o responsável pelas obras da cidade não é capaz de gerenciar os problemas do menor bairro do município, o que ele é capaz de fazer?", questionou.

O prefeito Rodrigo Agostinho disse à reportagem do Jornal da Cidade que o principal empecilho para dar continuidade às melhorias no bairro, conforme o solicitado pelos moradores desde 2009, diz respeito aos terrenos particulares.

"Todas as ruas que são oficiais, ou seja, do município, foram asfaltadas. Algumas ruas que estão abertas, na verdade são terrenos particulares, que não foram doados à prefeitura. Por isso, não puderam ser mexidos", justifica Agostinho.

Para o poder público poder atuar na vila e melhorar o acesso ao bairro, implantar rede de águas pluviais, pavimentar as vias, além de poder utilizar as áreas para construção de pontos de lazer e cultura, teria que desapropriar e comprar os terrenos particulares.

Entretanto, no momento, conforme mencionou o prefeito, não há disponibilidade financeira para viabilizar essa desapropriação. "Teríamos que comprar essas áreas, e o custo seria alto demais", frisa.