Nos últimos anos, a criminalidade vem assombrando as redondezas da Vila Falcão. Em especial nas proximidades da favela São Manuel, localizada a menos de 500 metros do 1.° Distrito Policial, próximo ao local onde foi registrado o primeiro assassinato do ano. Atualmente, o bairro vive um momento sombrio nunca visto antes pelos moradores, que em sua grande maioria é formado por pessoas idosas - fator pelo qual certamente é o grande responsável por atrair tantos criminosos devido à incapacidade de defesa dessas pessoas.
No final do ano passado, só na minha rua (mesma rua do assassinato), em menos de um mês foram três invasões em casas habitadas por pessoas idosas, um arrombamento, dois furtos a veículos e vários assaltos aos moradores da região. Sem contar os assaltos aos supermercados, lotéricas e bares localizados no bairro. O problema disso tudo é o total descaso da Polícia Militar com esses acontecimentos e a falta de patrulhas nas ruas com o objetivo de prender esses marginais. Em um dos assaltos ocorridos no final do ano passado, o próprio policial deslocado para atender a ocorrência disse: "Deve ser mais um desses marginais da Favela São Manuel. São presos que saem em épocas festivas e não voltam mais para a prisão."
Já que a Polícia Militar sabe que a favela é formada em grande parte por criminosos e foragidos da lei, por que nada faz para inibir o crescimento da violência nessa região? Gostaria de convidar o ilmo sr. delegado do 1° Distrito Policial da Vila Falcão a nos dar o número de ocorrências registradas na delegacia durante o ano de 2010 e o número de casos resolvidos. O mesmo proponho à Polícia Militar, que vive dizendo na mídia que está trabalhando pela sociedade. A morte registrada no dia 3 de janeiro do jovem Pedro Amaral Júnior, vítima de um assalto covarde, é reflexo do total descaso das autoridades e da Polícia Militar com a população dessa região. E não me venham com esse papo de que a Polícia Militar vem fazendo seu papel através de rondas freqüentes nas ruas pois isso não adianta nada!
Para baixar os índices de criminalidade, não adianta apenas queimar gasolina das viaturas paga com o nosso dinheiro através das rondas, mas sim implantar ações que mapeiem e identifiquem os pontos críticos de violência, criando ações que cerquem e exterminem os bandidos responsáveis por tirar o sossego da população. Não haverá mudança definitiva se as autoridades competentes ficarem de braços cruzados falando apenas em números e não fizerem nada para garantir a segurança pública que nos é assegurada pela Constituição Federal. A população quer segurança e não estatísticas. Quantos Pedros teremos que perder para que as coisas melhorem? Quantas lágrimas de famílias ilibadas ainda terão que ser derramadas para que as coisas mudem? Ficam aqui os meus profundos sentimentos à família Amaral, mais uma vítima da criminalidade incentivada pelo próprio sistema jurídico que beneficia os criminosos e pune os inocentes. (Vinicius Trombini - universitário)