11 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

POR QUE NÃO EM JANEIRO, FEVEREIRO, MARÇO... ETC, ETC?


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Dezembro! Décimo terceiro, presentes, festas, alegria na reunião com parentes, onde revemos pessoas desejáveis... e indesejáveis! A estas, perdoamos... não com o coração, mas por estarmos imbuídos no espírito natalino! O perdão seria "imperdoável" se não fosse dezembro! Em ocasiões, nesse mês, quando perdoamos... Será que não seríamos nós que deveríamos ser perdoados?

Analisando mais calmamente, àquele mais compenetrado e que usa o bom senso, se perguntaria: por que perdoar, festejar e abraçar amigos... e inimigos só em dezembro?! Para agradar a Deus? E os outros meses do ano? Por que continuamos a ser desprovidos de sensibilidade, querendo levar vantagem em tudo? Não perdoamos, e não nos preocupamos em sermos perdoados! É a lei de quem pode mais! Por quê?! Por quê?!

De repente, vem-me na cabeça o pensamento de Augusto Cury: "A vida é um ponto de interrogação! Cada ser humano, intelectual... ou não, se fazem essa pergunta... e nunca tiveram uma boa resposta!". Faz-me lembrar, também, uma frase do meu grande amigo Muniz Zalaf, quando diz em seu livro "Lá fora": "A rosa perguntou ao espinho se ele estava onde estava para protegê-la, e não a protegia, porque não a circundava com suas belas pétalas. O espinho, não sabia, e se sabia não lhe respondeu!". (Luiz Carlos Pasquarelo)