Washington - O Departamento de Estado dos EUA está alertando centenas de pessoas que foram citadas em telegramas diplomáticos vazados pelo site WikiLeaks sobre possíveis ameaças a sua segurança, informaram representantes do governo ontem, citados pelo jornal "New York Times".
Entre os alertados estão ativistas de direitos humanos, representantes de governos estrangeiros e empresários. Alguns chegaram a ser transferidos para locais seguros, segundo o jornal.
O WikiLeaks é um site conhecido por divulgar documentos sigilosos. Embora no ar há alguns anos, ele ganhou destaque internacional neste ano, ao levar a público 77 mil documentos da inteligência americana sobre o Iraque e, nas últimas semanas, mais de 250 mil telegramas secretos do Departamento de Estado dos EUA com os bastidores da diplomacia americana.
A divulgação desses documentos diplomáticos enfureceram os EUA e criaram uma saia-justa para a diplomacia internacional.
A operação do governo americano envolve uma equipe de 30 pessoas em Washington e em embaixadas do Afeganistão ao Zimbábue, segundo o "NYT". Os EUA temem que os telegramas divulgados pelo WikiLeaks prejudiquem os interesses americanos ao expor estrangeiros que fornecem informações de interesse dos EUA. Os representantes do governo americano disseram não saber de nenhuma pessoa que tenha sido atacada ou presa como resultado direta do vazamento de informações confidenciais. Porém, eles lembram que vários dissidentes são alvos constantes de assédio de seus governos, informa o jornal.
As fontes não deram detalhes das pessoas que foram contatadas pelo Departamento de Estado, mas afirmaram que algumas foram realocadas dentro de seu próprio país, enquanto outras foram transferidas para outros países.