11 de julho de 2026
Nacional

Surto de diarreia atinge moradores e turistas em Praia Grande e Guarujá


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Guarujá - Um surto de diarreia atingiu o Guarujá e a Praia Grande, no litoral sul paulista, neste verão. Ainda não se sabe se a doença é causada por vírus ou bactéria.

Nos primeiros cinco dias do ano, de acordo com Prefeitura do Guarujá, até 700 casos foram registrados nos hospitais públicos -uma média de 110 a 140 por dia. O número é três vezes mais alto que o normal.

Em apenas um hospital particular da cidade, o Santo Amaro, foram atendidos 400 pacientes com sintomas da doença em um único dia. Em outro hospital, o Medical Care, foram 180, de acordo com o médico Ricardo Auad, que trabalha nos dois.

Os dados da prefeitura são preliminares, mas podem indicar que o surto seja maior.

No verão passado, entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010, foram 1.774 casos - média de 29 por dia.

Em Praia Grande também houve casos da doença. Do Natal até anteontem, a prefeitura havia registrado 320 casos na cidade. O normal é de 50 a 60 atendimentos em um período de dez dias. O número, no entanto, está abaixo do registrado entre o Natal de 2009 e os cinco primeiros dias de 2010: 1.600 casos.

Por causa do surto, os hospitais do Guarujá estavam cheios. No principal pronto-socorro da cidade pacientes tiveram de esperar mais de 3 horas por medicação.

As pessoas com suspeita estão sendo encaminhadas para uma tenda climatizada ao lado do hospital.

Lilia Rolandia da Silva, 40 anos, foi ao local com a filha Priscila Meirelles, 17 anos. Desde anteontem, elas estão com vômito, diarreia e dores abdominais. Moradora, ela creditava a doença à água da cidade.

A dona de casa Vanuza Araújo, 43 anos, passou mal na semana passada e ontem levava a mãe ao hospital. "Quando chove, sai até folha pela torneira. Estava um cheiro muito estranho", disse.

A prefeitura diz que a vigilância epidemiológica fez testes na água e não detectou nada de anormal.

Vírus ou bactéria?


Para o gerente de urgência e emergência da prefeitura, Augusto Bustamante, ainda não é possível saber se o causador do surto é uma bactéria (transmitida por alimentos ou água) ou um vírus (transmitido pelo ar) porque o número de casos testados ainda não permite a conclusão.

"O laboratório Fleury já havia emitido um alerta de que o norovírus pudesse afetar o litoral", disse ele.

Para o infectologista do Fleury, Celso Granato, o laboratório fez o aviso com base em relatos de médicos de que o vírus havia sido identificado em alguns navios. No entanto, ele afirma que o norovírus não costuma espalhar-se por grandes espaços.

Resultados conclusivos só devem sair nos próximos 30 dias, disse a prefeitura.