08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

História verdadeira


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Esta história que vou contar é muito bonita (e verdadeira) e acho que muitos bauruenses não a conhecem. Quando chegamos aqui em Bauru em 1974 (isso ha 36 anos atrás), ao procurar uma lavanderia (naquele tempo falava-se tintureiro) encontramos uma pessoa maravilhosa que nos serviu com seus serviços até aposentar (mais de 60 anos de trabalho). Além da profissional, ficamos muito amigas e ela sempre contava para mim histórias do tempo em que a gente ainda não morava aqui. E é sobre essa história que eu quero contar. Sua lavanderia ficava na rua Rubens Arruda, Q.3, entre as ruas Sete de Setembro e Quinze de Novembro, e sabe quem morava perto dela e eram amigas? Da. Celeste - mãe de Pelé. Sempre que ia lá ela contava as peraltices do Pelé, que ele para jogar bola escondido da mãe deixava a caixa de engraxate guardada na tinturaria (e não era para ela falar para a mãe dele, Da.Celeste).

Será que quando o sr. Luiz Carlos Cordeiro escreveu o livro da vida de Pelé (não li o livro) contou esse fato? Essa pessoa é a Da. Alzira e, às vesperas do Natal, ao visitá-la, lembramos alegremente essa história. Será que o Pelé se lembra desse fato? Não o conheço pessoalmente, mas acho que não, pois é uma pessoa muito famosa e geralmente as pessoas que alcançam a fama esquecem certas passagens de suas vidas. Da. Alzira (nipônica), nos seus mais de 80 anos (uma pessoas humilde e maravilhosa), ficaria feliz em receber pelo menos um cartão de Pelé. Será que nos dias de hoje isso aconteceria? Gostaria que ele desse essa alegria a ela em vida.


Maria Laide Scombatti