09 de julho de 2026
Cultura

Duas doses de José Francisco no Fringe

Karla Beraldo
| Tempo de leitura: 2 min

O Fringe, mostra de artes cênicas que integra a programação do Festival de Curitiba - maior evento teatral do País -, será mais uma vez palco para o trabalho de José Francisco Camilo. O ator apresentará duas de suas montagens, "Tchau, Nunca Adeus" e "Sereno na Flor", na 20ª edição do evento, que será realizada entre os dias 29 de março e 10 de abril. As encenações marcam a segunda participação do artista no festival. A primeira foi em 2009, com o espetáculo "Bendito País", uma releitura do monólogo "Muro de Arrimo", de Carlos Queiroz Telles.

"Em 2009 o saldo foi positivo. A expectativa agora é que, por meio dessa vitrine importante que é o festival, eu realize um grande salto na carreira", comenta José Francisco, natural de Pederneiras (SP) e morador de Bauru há quase 20 anos. De acordo com a organização do evento, a programação oficial, com datas e locais das apresentações, será divulgada até o final deste mês.

"Tchau, Nunca Adeus" representa a concretização de um sonho antigo do artista de homenagear o amigo Thales Wagner M. Rodrigues, morto aos 21 anos em decorrência de uma leucemina. A partir de textos e poemas deixados pelo colega e reunidos nas publicações "Viver é Morrer" e "Amanhã Será Outro Dia", a montagem aborda a solidão e frustração amorosa, além da temática ambiental. "São textos escritos há 40 anos e que já revelavam a preocupação com o meio ambiente que ele tinha", comenta José Francisco.

A performance tem cerca de 30 minutos de duração e trilha-sonora composta de canções do músico Taiguara, autor de vários clássicos da MPB como "Hoje", "Piano e Viola", "Tributo a Jacob do Bandolim" e "Viagem". "Tudo que suas canções dizem tem muito a ver comigo e ele me influenciou muito artisticamente", justifica o ator.

Já "Sereno na Flor" narra a história do poeta-agricultor José Florêncio Pereira, de Boracéia. Depois de protagonizar a peça homônima, produzida a partir do livro original escrito pelo fazendeiro em 1925, José Francisco apresentará uma releitura do trabalho. "Consiste em um formato para ser apresentado na rua, com declamação de poemas", resume.

No decorrer dos 13 dias de festival, além de espaços tradicionais de apresentação, a cultura, por meio do Fringe, marcará presença também em barracões, ruas, praças, bares e os mais diversos locais de Curitiba. A mostra democrática promove na cidade o encontro e a concentração da enorme diversidade artística e humana do Brasil, abrindo espaço tanto para trabalhos inovadores e montagens de textos consagrados.

Além das apresentações no Fringe, José Francisco participa, em abril, de uma oficina de interpretação para cinema, ministrada por Sérgio Penna durante a 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes (MG). Para a realização de ambas as viagens, o ator está em busca de apoiadores. Os interessados em contribuir com o trabalho do artista podem entrar em contato pelo telefone (14) 3223-2066.