11 de julho de 2026
Política

PT decide buscar a vaga de Carlão no Legislativo na Justiça Eleitoral

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A Executiva municipal do PT decidiu que vai buscar na Justiça a vaga que hoje é ocupada por Francisco Carlos de Góes (PR), o Carlão do Gás, na Câmara Municipal de Bauru. Ele foi empossado vereador na vaga deixada por José Carlos Batata (PT) que assumiu a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel). Os petistas ainda estudam a ação mais adequada para o caso.

Por sua vez, Carlão afirmou estar tranquilo sobre o fato e afirmou que não acredita que os petistas conseguirão sentença favorável. "Cumprirei o que for determinado pela Justiça, mas fui diplomado como primeiro suplente da coligação e estou exercendo o cargo após ser empossado", pontua.

Pouco antes das 19h de ontem, a reunião da Executiva petista foi encerrada. De acordo com o presidente do PT em Bauru, Sandro Bussola, a maioria dos dirigentes da legenda decidiram pela ação judicial. O objetivo é a possibilidade de Cláudio Gomes da Silva, o Claudinho da Construção, suplente pela coligação na eleição de 2008, assumir a vaga de Carlão. "Foi deliberado que vamos ingressar na Justiça. Agora, vamos consultar juristas para verificar qual o melhor meio", afirma.

A discussão no Judiciário será para decidir de quem é a vaga: do partido ou da coligação. Carlão é o primeiro suplente da coligação e Claudinho o primeiro suplente petista. Bussola leva em conta que ações recentes culminaram com a condução do representante partidário ao cargo. Em, dezembro passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu mandado de segurança do PMDB e determinou que a vaga decorrente da renúncia do deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO) fosse ocupada pelo primeiro suplente do partido.

Porém, Carlão não enxerga a situação dessa maneira. "A lei eleitoral é clara nesse aspecto. Assume o primeiro suplente da coligação", pontua. Ele também pondera que os fatos ocorridos com os deputados de Rondônia são exceções. "O meu caso é diferente. Eu continuo no meu partido de origem. Em Rondônia, a pessoa trocou de legenda", observa.

Ele também afirma que a coligação teve que contar com os votos do PR para conseguir cadeiras na Casa. "Se não fossem contados os votos do partido, só teriam entrado o Roque Ferreira (PT) e o Renato Purini (PMDB)", conta. "Se meus votos ajudaram a eleger três vereadores na Casa, por que agora não valem mais? A coligação não termina após a eleição. Ela vale até 2012, quando os mandatos se encerram", diz. "Se o Batata decidir retornar à Câmara, saio sem problemas. Mas não acho válido me tirar para colocar o segundo", pontua.