08 de julho de 2026
Geral

Conseg quer coibir consumo de álcool pelos adolescentes

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Coibir o consumo de bebida alcoólica por adolescentes e cobrar ações efetivas do Conselho Tutelar Municipal nesses casos. Este foi o foco primordial das discussões propostas na primeira reunião de 2011 do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul de Bauru. O encontro aconteceu na manhã de ontem e envolveu algumas autoridades policiais e civis das áreas Centro e Sul da cidade (Leia mais abaixo).

Outro ponto destacado na reunião é a situação de andarilhos e usuários de drogas que fazem da antiga e abandonada estrutura da Estação Ferroviária de Bauru quase um bairro. Ali eles encontram abrigo e aproveitam para consumir os entorpecentes.

Quem sofre com isso são os comerciantes e consumidores da área central da cidade. Os usuários de drogas fazem furtos e roubos para sustentar o vício e deixam consumidores com medo de frequentar o comércio, o que consequentemente gera queda de receitas.

"Isso é um problema de Secretaria do Bem-Estar Social, Secretaria de Administração Regional, Secretaria de Saúde", apontou o secretário do Conseg Centro/Sul, Pellegrino Bacci.

Ele explica que a preocupação com a fiscalização e coibição dessas atitudes e com a venda de bebidas alcoólicas para adolescentes vai além do trabalho da Polícia Militar (PM) e compete ao Conselho Tutelar.

"Nós vemos menores consumindo bebidas alcoólicas, principalmente às sextas-feiras, na área sul da cidade sem se preocupar, e o Conselho Tutelar de Bauru está esfacelado. As fiscalizações deveriam ser mais concisas", defendeu.

Pellegrino frisa que os estabelecimentos ali instalados geralmente cumprem a legislação e exigem a apresentação de um documento comprobatório da idade. Contudo, a situação se complica ainda mais. Os maiores de 18 anos compram a bebida e dão aos adolescentes.

"Ou então eles compram uma bebida alcoólica, como uma vodca, e misturam a uma garrafa pet de refrigerante. É difícil descobrir o que há ali dentro se não houver uma fiscalização", alertou Pellegrino.


Efetivo atento

Ivan Mouta, gerente geral do Bauru Shopping - localizado na região sul da cidade -, explica que além da orientação e do cumprimento da lei dentro da praça de alimentação do local, a equipe de segurança do complexo de lojas está atenta a essas atitudes.

"Eu garanto que a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos na praça de alimentação não acontece. E a nossa equipe de segurança está atenta e coibindo os adolescentes que acabam conseguindo a bebida alcoólica com maiores dentro e no estacionamento do shopping", destacou.

Mouta revela que às sextas-feiras o corpo efetivo da segurança do shopping é aumentado em 20% justamente para garantir que isso não ocorra, apesar da constante presença da Polícia Militar do lado de fora do complexo.


Serviço

Para denunciar situações envolvendo consumo de bebida alcoólica por crianças e adolescentes não é necessário se deslocar até o Conselho Tutelar de Bauru. O órgão público funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 18h e atende pelo telefone (14) 3227-3339. Aos sábados, domingos e feriados, os conselheiros se revezam em plantão pelo (14) 9651-4441.


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Indignação

Em uma carta publicada na Tribuna do Leitor do JC anteontem, Simone de Oliveira Gonçalves se diz atônita com um grupo de adolescentes que consumia bebida alcoólica dentro do Bauru Shopping e também nas redondezas. Ela cobra ações mais efetivas da segurança do local e da polícia, e acrescenta que viu garotos usando drogas próximo ao prédio.

A administração do empreendimento afirma que as dezenas de câmeras de segurança estão monitorando os frequentadores do shopping a todo instante. "Se vemos alguém consumindo bebida e desconfiamos que tem menos de 18 anos, nós fazemos a abordagem. Alguns até ficam constrangidos por serem maiores, estarem com a namorada e serem abordados", afirma o gerente geral Ivan Mouta.

Mas e quem entra no estacionamento consumindo bebida dentro do carro? Mouta responde que os guichês possuem câmeras e toda atitude fora do normal serve de suspeita para os seguranças.

"Se a pessoa entrar com som alto ou ingerindo bebida alcoólica, nós abordamos. Não temos a autonomia de tirar essa pessoa do carro, então, em situações extremas nós chamamos a polícia", esclarece o gerente.