08 de julho de 2026
Geral

Vazamentos devem ser identificados em 2012

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Quando a rede de água da cidade completar 100 anos de existência, no próximo ano, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) deverá adquirir um equipamento para detectar vazamentos invisíveis em dutos subterrâneos. Trata-se do geofone, que, por um sistema de escuta, consegue localizar pontos onde líquidos pressurizados estejam escapando por baixo da camada de asfalto.

"Hoje, o DAE só consegue descobrir o vazamento quando ele brota na rua e muita água já foi perdida", salienta Manuelino Câmara Filho, diretor de divisão técnica da autarquia. Além do desperdício, o problema é que, quando atinge a superfície, a água já movimentou uma grande quantidade de terra e acaba provocando depressões na pavimentação asfáltica, o que se torna um risco para veículos e pedestres que circulam pelo local.

Mas, exatamente pelos ruídos provocados pela movimentação do trânsito e pelo escoamento de esgoto durante o dia, o monitoramento através do geofone tem de ser feito somente durante a madrugada. Segundo Câmara Filho, o equipamento, que custa cerca de R$ 20 mil, deverá ser adquirido pela autarquia entre o final deste ano e início de 2012.

Atualmente, o DAE produz aproximadamente 3,422 milhões de metros cúbicos de água por mês, sendo 1,382 milhões captados do rio Batalha e 2,040 milhões de 28 poços profundos. A estimativa é de que 40% deste total sejam desperdiçados. Como o faturamento mensal do DAE somente com o serviço de água é de R$ 3 milhões, significa dizer que o órgão deixa de ganhar, também mensalmente, cerca de R$ 2 milhões por conta do volume que se perde até chegar às residências, indústrias e estabelecimentos comerciais da cidade.