09 de julho de 2026
Geral

Reclamações superam a capacidade de socorro

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Em situações ideais, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru tem capacidade para realizar cerca de 180 manutenções diárias na cidade. Mas, nesta época de chuva, o número de reclamações chega a subir para 230 chamados.

O problema é que, além de aumentar a demanda, os problemas se tornam mais complexos, já que, em muitos casos, a tubulação chega a ser levada pela força das águas. "Em muitos casos, não se trata apenas da manutenção em um ponto específico, mas sim de refazer 50 a 100 metros de rede de água ou esgoto. Isso implica na diferença entre um serviço que é feito em duas horas para um que demora dois dias para ser concluído", aponta o diretor de divisão técnica do DAE, Manuelino Câmara Filho.

Como resultado, moradores da cidade passam dias, às vezes semanas, sofrendo por conta de vazamentos que demoram para ser solucionados. A assistente administrativa Fernanda Saneti Nunes, por exemplo, precisou esperar mais de um mês para deixar de sentir o forte odor de esgoto de minava próximo a sua casa, na rua Octacílio de Andrade Tourinho, no Jardim Carolina.

O problema foi definitivamente resolvido na semana passada, após vários registros de queixa junto a autarquia, o primeiro deles no final de novembro do ano passado. "Primeiro, eles arrumaram o problema que estava em frente à minha casa, na quadra 9. Aí o vazamento reapareceu na quadra 8 e, depois, na quadra 7. Mas o esgoto corria e o mau cheiro continuava incomodando", observa.

Para o conserto, segundo ela, foi necessário retirar parte da camada asfáltica, que até hoje não foi reparada. "Ficou um buraco de terra. Se não for tapado logo, nessa época de chuvas é bem provável que mais asfalto seja arrancado pela enxurrada", analisa.

Já o empresário Gilson Almeida Peres conta que sua reclamação - sobre um vazamento de água na quadra 7 da rua Bandeirantes, no Centro - foi atendida em uma semana. A preocupação maior, segundo ele, é que a probabilidade de o problema reaparecer é grande, já que, pelo menos uma vez ao ano, a água volta a minar do asfalto, sempre no mesmo local.

"Na verdade, o DAE faz um remendo, fecha o buraco, repõe o asfalto, até começar a vazar de novo. Todo ano, eles (funcionários da autarquia) fazem reparos no mesmo lugar. É uma solução paliativa para um problema muito mais complexo que a cidade tem", avalia.