09 de julho de 2026
Bairros

Janeiro já é o mais chuvoso desde 2005

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Faltando 14 dias para o mês terminar, janeiro de 2011 vai entrando para as estatísticas meteorológicas como o mais chuvoso em Bauru desde 2005. Até ontem, o acumulado era de 347 milímetros, de acordo com o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet). Já se aproxima do janeiro mais chuvoso dos últimos 10 anos, em 2003, quando o acumulado foi de 366 milímetros. A média histórica do mês em Bauru é de 287 milímetros de chuva.

E há probabilidade de chover, entre 80% e 90%, o resto desta semana em Bauru. Hoje, por exemplo, o céu deverá estar com muitas nuvens, ocorrer curtos períodos de sol e pancadas de chuva com trovoadas. Ontem foi o dia mais chuvoso deste ano. O acumulado foi de 61,2 milímetros até as 21h30. Mas o IPMet já registrou dias bem mais chuvosos. No dia 31 de janeiro de 2008, por exemplo, o recorde dos últimos anos, choveu 97 milímetros.

Mas apesar da grande quantidade de água ontem, o fato de ter sido distribuída por várias horas - durante a madrugada e manhã - não causou inundações, avalia Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil, que lembra que muitas ruas de terra já estavam intransitáveis. As duas maiores preocupações dele ontem era uma lagoa numa chácara no distrito de Tibiriçá, que corria o risco de estourar, e uma erosão na passagem do Jardim Guadalajara sob a rodovia Marechal Rondon, que aumentou de tamanho.

O coordenador da Defesa Civil conta que a erosão, aberta com a chuva forte do início de dezembro passado, que provocou a interdição do acesso, aumentou em direção à quadra da esporte do bairro. Brito informou que iria contatar a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer para que a pasta estude a possibilidade de interditar a quadra.

"Como a quadra é pouco usada, não causará grandes transtornos. O problema é recuperar a passagem. Mas para isso é preciso parar de chover para começar a obra", frisou. Moradora do Jardim Guadalajara, Angelita Leme de Paula percebeu que a erosão aumentou, mas acha que ainda não há risco de chegar à quadra de esportes.

A reclamação dela é que, com a passagem interditada, o único acesso dos moradores ao bairro é pela avenida Manoel Duque, o que aumenta a distância para muitos pontos da cidade. Do outro lado da cidade, na Vila Santista, Ângela Brito Silveira Alves cobra pavimentação para a quadra 1 da rua Colômbia.

"Esta rua tem 16 quadras e só a 1 não é pavimentada. O prefeito Rodrigo Agostinho prometeu asfaltar, mas até agora nada", disse. Maria Isabel Matheus, que mora na quadra 1, ressalta que sua casa foi inundada várias vezes. "Agora, nesta última, trinquei o pé ao cair num buraco da rua quando saí correndo para socorrer minha neta", comenta.

Lagoa pode estourar

Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil, ontem vistoriou uma lagoa no distrito de Tibiriçá e concluiu que, se chover forte, há sim risco dela transbordar e, na pior das hipóteses, estourar. Se isso ocorrer, pode alagar plantações, área de pasto com gado e eventualmente atingir uma casa de um sítio.

"Conversei com o dono da chácara para que ele monitore o nível de água da lagoa. E, se subir mais, que avise os donos de sítio abaixo, principalmente os moradores da casa que eventualmente pode ser atingida", explicou.