10 de julho de 2026
Geral

Sinpro denuncia Uniesp por novo atraso de salários

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato de Professores (Sinpro) de Bauru denunciou novamente a rede Uniesp - Instituto Educacional do Estado de São Paulo por atraso no pagamento de salários aos professores do Colégio Anglo Fênix, comprado em meados do ano passado pela instituição. Além de não receberem os rendimentos de dezembro, que deveriam ter sido depositados no quinto dia útil de janeiro, os profissionais também deixaram de ter acesso às cestas básicas há mais de três meses, conforme reclama o sindicato.

Segundo o presidente da entidade, Sebastião Clementino da Silva, o Macalé, teria se responsabilizado junto ao Ministério do Trabalho (MT) a sanar todas as irregularidades até 10 de janeiro, mas as obrigações não foram cumpridas até o momento. "Eles pagaram o salário de novembro e a segunda parcela do 13º somente na semana passada e não fizeram mais nada. E professores que foram dispensados no final do ano não receberam a rescisão até agora", aponta.

Ainda de acordo com o sindicalista, desde abril do ano passado a rede Uniesp, que tem unidades em 30 cidades do Estado de São Paulo, não recolhe as obrigações patronais de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Instituto Nacional de Seguro (INSS). Por não ter cumprido os inúmeros acordos firmados com a categoria ele afirma que o MT pretende, já na semana que vem, ingressar com uma ação civil pública para cobrar judicialmente os pagamentos, além de multa pelos atrasos. "Voltamos à mesma situação vivida em setembro e outubro do ano passado. É um desrespeito com os professores", reclama, destacando que, para o sindicato, todas as formas de negociação amigável foram esgotadas.

Macalé acrescenta ainda que os professores do Colégio Seta vivem situação parecida em Bauru. Segundo ele, a instituição não pagou os salários referentes a dezembro, 13º salário, 1/3 das férias, PLR, atrasou entrega de cestas básicas, além de não recolher FGTS e INSS há 10 anos. "Há um ano, o sindicato moveu uma ação civil pública e aguarda parecer do juiz para determinar as providências cabíveis. Tanto os donos do Seta quanto os da Uniesp estão brincando de ser educadores", completa o sindicalista.

Coincidentemente, a venda do Seta chegou a ser confirmada também para a Uniesp no início do ano passado, mas o não pagamento do adiantamento previsto no contrato de intenção de compra fez com que a negociação não fosse concretizada. Procurada pela reportagem, representante do departamento jurídico do colégio, a advogada Maria Cristina dos Santos, informou que não se pronunciaria sobre questões internas da instituição e afirmou apenas que o Seta está passando por um processo de reestruturação por conta de alterações na demanda de alunos. Durante dois dias, o JC tentou ainda falar inúmeras vezes por telefone com a coordenadora financeira do Colégio Fênix, mas ela não retornou a nenhuma das ligações.