08 de julho de 2026
Geral

Profissional ético já respeitava o conceito

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 1 min

Para evitar dúvidas, o CFM definiu consulta como a soma de entrevista, exames físicos, possíveis diagnósticos, pedidos de exames e tratamento específico. Mas a teoria, na prática, deve gerar algumas divergências e o paciente, como analisa Flávio de Ávila, diretor-presidente da Associação dos Usuários de Planos de Saúde do Estado (Aussesp), poderá se sentir constrangido em contestar o médico que o atende.

"Na prática, a tendência é que pouca coisa mude. O médico que era ético e já respeitava o conceito de consulta e retorno, independentemente do prazo, continuará sendo honesto. Os profissionais que não usam de boa fé darão um jeito de burlar a regra", analisa.

Para ele, no entanto, a resolução dará maior respaldo aos paciente que se sentirem lesados por profissionais que não fizerem uso do bom senso. Conforme observa a dona de casa Maria Helena Pinho de Assis, 68 anos, que faz uso constante de seu plano de saúde, a resolução servirá de subsídio para que os pacientes observem ? e cobrem - a ética praticada por seus médicos.

O cardiologista que a atende, por exemplo, já deixou de cobrar por um retorno que foi agendado com intervalo superior a 30 dias após a consulta, mesmo com a permissão da operadora para efetuar a cobrança. "A gente vai ficar mais atenta, prestar atenção se o médico quiser cometer algum abuso. Mas acho que escolhi muito bem os profissionais que cuidam da minha saúde, então acredito que não terei de pagar mais consultas do que já pago atualmente", analisa.

Reclamações de pacientes que se sentirem prejudicados poderão ser registradas no site da Aussesp (www.aussesp.com.br) ou pelo telefone (19) 3239-1001.