A Polícia Militar alterou o comando das Bases Comunitárias de Segurança de Bauru. O objetivo, explica o tenente-coronel Nelson Garcia Filho, comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), é permitir que experiências bem sucedidas em determinadas regiões da cidade sejam estendidas a outras.
Além disso, os tenentes vão conhecer a realidade de mais áreas do município e estarão melhor preparados quando forem promovidos para exercerem cargos que exijam domínios mais amplos. Outro critério adotado para as mudanças está relacionado à adequação do perfil dos oficiais às necessidades específicas de cada comunidade.
O tenente André Saito Arashiro deixou a Base Sul para comandar a Base Leste, trocando de lugar com o tenente Vitor Maximino de Melo, que estava na Leste e agora está na Sul. Da base Norte, sai o tenente Edward Gusmão de Mello e Silva, que vai para o comando da Força Patrulha. O tenente Fernando Queiroz Trujillo, que antes respondia pela Base Centro, assume seu lugar.
O tenente Eduardo Henrique Alferes veio da cidade de São Paulo para comandar a Base Comunitária Centro. Segundo o tenente-coronel Garcia, o oficial vai somar de forma expressiva para a segurança da área central de Bauru. "Ele tem vasta experiência, pois atuou por um bom tempo no centro da capital do Estado e vai dedicar atenção especial à segurança no comércio", aponta.
Os tenentes Rodrigo de Angelo e Tiago Francisco dos Santos permanecem do comando das Bases Oeste e Sudeste, respectivamente. O tenente Samuel Gomes pereira continua na Base Noroeste até o mês de maio, quando será promovido a capitão e deixará o posto para o tenente Juliano Francisco Antônio Xavier.
Segundo Garcia, o comando das companhias operacionais da Polícia Militar de Bauru não sofreu alterações. O capitão Fabiano de Almeida Serpa responde pela 4ª Companhia (áreas Sudeste, Leste e Norte), o capitão Renato Ramos pela 3ª Companhia (áreas Oeste e Noroeste) e o capitão Paulo César Valentim pela 1ª Companhia (áreas Centro e Sul).
Particulariedades de cada região exigem atuações específicas
De acordo com o tenente-coronel Nelson Garcia Filho, cada uma das regiões das Bases Comunitárias de Segurança de Bauru apresenta prioridades particulares para a ação da Polícia Militar. Ele explica que será necessário aumentar o policiamento na Base Leste por conta do crescimento do comércio no Mary Dota. "A comunidade da região está muito fortalecida, mas problemas como o racha de carros ainda precisa ser combatido de forma mais incisiva", afirma.
Na Base Sul, deve ser intensificada a fiscalização no trânsito da avenida Getúlio Vargas, além do problema do consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes nas noites de fim de semana. "A perturbação do sossego precisa ser combatida. São muitos os chamados por conta de carros estacionados com volume alto do som e isso atrapalha o trabalho de prevenção à criminalidade por parte da PM", explica Garcia.
Para a região Norte, o tenente-coronel adianta que a presença dos policiais será intensificada especialmente no Jardim Celina e no Parque São Geraldo. "Vamos tentar ampliar o programa Vizinho Solidário que, em parceria com o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), promoveu reuniões que discutiam noções básicas de segurança à população", relata.
Continuidade nos trabalhos na favela de São Manoel e policiamento no Fornutato Rocha Lima, Jaraguá e Santa Edwiges são prioridades para a Base Noroeste. Já na Base Sudeste, Garcia destaca o fortalecimento da comunidade no Jardim Tangarás e no Ferradura Mirim. "A presença do poder público pode transformar uma região", afirma.
Para a Base Oeste, será dedicada atenção especial à segurança na realização de eventos esportivos, especialmente nos jogos do Noroeste e do futebol amador de Bauru. "A PM estará mais presente também na região da avenida das Bandeiras e no Parque Santa Cândida", aponta o tenente-coronel.
Garcia destaca a importância da atuação da polícia na região central por conta do comércio, da Feira do Rolo e dos usuários de crack que dominam a área da linha do trem, embaixo do viaduto inacabado. "Temos que agir em conjunto com o poder público, que precisa concluir as obras no local para torná-lo movimentado. Além disso, a América Latina Logística (ALL) precisaria realizar serviços de limpeza e manutenção constantes no local", afirma.