09 de julho de 2026
Bairros

Jardim Guadalajara cobra acesso

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Os moradores do Jardim Guadalajara, em Bauru, estão elaborando um documento com as obras prioritárias para o bairro para entregar à prefeitura. Na primeira reunião, com cerca de 40 participantes, realizada nesta semana, dois problemas já despontaram como urgentes.

Um deles é restabelecer a ligação do bairro à Vila Cardia pela rua Francisco Vidrih, que foi destruída com a chuva do início de dezembro do ano passado, quando uma pessoa morreu na enchente na avenida Nações Unidas. Na ocasião, a ponte desabou.

Desde então, os moradores do Guadalajara têm apenas uma opção para chegar e sair do bairro: a avenida Manoel Duque, que desemboca na avenida Rodrigues Alves. "Além de ser mais longe para todo mundo pela Manoel Duque, daqui uns dias começam as aulas. E temos várias crianças aqui do bairro que estudam na escola Santa Maria, na Vila Cardia, que usavam a passagem pela rua Francisco Vidrih. Como está interditada, terão de ir à escola pela Manoel Duque e Rodrigues Alves, muito movimentada, perigosa", ressalta Raul Piola, morador do bairro. "Estamos isolados", completa.

O prefeito Rodrigo Agostinho considerou a destruição da passagem do Guadalajara o maior prejuízo financeiro da chuva de dezembro. Para reconstruir a passagem, a ponte deve ser reconstruída visando, em casos de chuvas fortes, uma maior agilidade no escoamento da água ou para ser utilizada como barragem.

Procurado pelo JC, Rodrigo disse que a reconstrução da passagem do Guadalajara é uma obra rápida de ser feita, que leva entre dois ou três dias, mas ainda não há previsão para começar porque, neste momento, a prioridade é recuperar ruas esburacadas e erosões em vários bairros da cidade. Ele ressalta que, apesar do transtorno, os moradores do bairro têm alternativa de acesso, que é pela avenida Manoel Duque.

E o pior é que, além de derrubar a ponte, a erosão que surgiu na passagem já coloca em risco a quadra esportiva do bairro. Desde a semana passada, há uma placa que informa que o espaço está interditado, mas mesmo assim há moradores que entram na quadra, conta Piola. "Como está, daqui a pouco a quadra também vai para a erosão", alerta.

Outros problemas apontados pelos moradores como grave, de acordo com Piola, são as ruas esburacadas, principalmente em função da quantidade de caminhões que circulam pelo bairro, a deficiência na sinalização viária, mato alto em terrenos baldios e bueiros entupidos. "São problemas para serem resolvidos a médio e longo prazo", frisa.