09 de julho de 2026
Geral

Grafite propõe reflexão sobre paz no Dia da Não Violência

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Com o objetivo de comemorar o Dia Internacional da Não Violência, celebrado anualmente no dia 30 de janeiro, em memória à data de morte do pacifista indiano Mahatma Gandhi, a empresa Ticomia Eventos e Formaturas vai expor, a partir de hoje, painéis de grafitagem abordando a temática da paz na parede lateral de sua sede, de frente para a rodovia Marechal Rondon, próximo à base da Polícia Rodoviária.

Os grafites foram produzidos por crianças e adolescentes atendidos pela entidade social Pequenos Obreiros de Curuçá (POC), coordenados pelo facilitador da Oficina de Grafitagem do projeto, Deyvid Cesar Braz Vaz, com colaboração voluntária do artista urbano Luís Gustavo Martins, conhecido em Bauru como LG. O Jornal da Cidade e a Rádio 96FM participam da iniciativa, que conta também com o apoio da Gráfica M5, Gull Sign e da Faidiga Madeiras.

Gerente de Marketing e Comunicação da Ticomia, Fábio Andrade, afirma que a comemoração faz parte do calendário anual de ações da empresa em 2011. "Sempre lembramos o Dia da Não Violência, mas tudo ficava restrito aos funcionários e aos nossos clientes. Dessa vez, quisemos compartilhar com a comunidade, expondo os painéis em local de grande visibilidade e oferecendo uma reflexão sobre paz e violência com a união da cultura, educação e cidadania", explica.

Além dos três painéis que serão expostos às margens da rodovia Marechal Rondon, outras quatro telas estão sendo produzidas com a utilização da técnica do grafite por crianças e adolescentes da POC. O objetivo é divulgar ainda mais a cultura da não violência. "Elas vão circular pelas empresas que colaboraram com a iniciativa e, posteriormente, queremos levá-las às escolas. Na tarde de amanhã, vamos fazer também um trabalho corpo a corpo na avenida Getúlio Vargas, divulgando a data", aponta Fábio Andrade.

Monitor da POC, Deyvid Cesar Braz Vaz conta que a escolha do grafite como manifestação para discutir a não violência se deu por conta do estigma que esse tipo de arte ainda enfrenta na sociedade. "Nós transformamos um ato de violência, que é a pichação, em arte. Como tínhamos um tema direcionado, facilitou ainda mais nosso trabalho, porque falar de paz é muito importante, especialmente entre crianças e adolescentes que poderiam estar envolvidos diretamente com a violência", explica.

Luiz Gabriel Gomes Fernandes, 14 anos, participa da POC há 4 anos na Oficina de Grafitagem. Empolgado com o resultado do trabalho, ele conta estar satisfeito por saber que sua arte será vista por muitas pessoas. "Não é sempre que a gente pode expor o que faz. É muito importante que as pessoas saibam que pichar é um ato de violência e o grafite é uma forma de a gente mostrar como enxerga o mundo", afirma.

Profissional no grafite há 7 anos, o artista urbano LG explica que a manifestação artística é cada vez mais reconhecida como expressão legítima. "O grafite é um protesto, uma transgressão. O mundo está pedindo paz e nós também. Por conta disso, escolhemos a imagem do Gandhi, que é um ícone da paz, para estampar um dos painéis", conta.

A previsão é de que os painéis grafitados pelas crianças e adolescentes da POC fiquem expostos pelos próximos 15 dias.


Pequenos Obreiros de Curuçá

A Pequenos Obreiros de Curuçá (POC) é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 1995. Atende quase 200 crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos, residentes na Vila Dutra, Jardim Ferraz e Fortunato Rocha Lima.

A POC busca proporcionar a construção da cidadania e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários a partir de atividades artísticas, com o objetivo de situar os jovens como atores principais da sociedade em que vivem.