11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Entre 1980 e 1990, período de crise, profissional migrou para outras áreas

Tisa Moraes
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De acordo com diretor regional do sindicato, Carlos Augusto Ramos Kirchner, a formação acadêmica dos engenheiros civil permite que eles atuem em várias áreas de trabalho. Com a crise da profissão verificada nas décadas de 1980 e 1990, muitos deles passaram a atuar, por exemplo, em setores administrativos, financeiros e em ramos vinculados à área de ciências exatas.

E foi a falta de perspectivas em meados dos anos 1990 que fez com que a engenheira civil Valéria Cristina Alves Moreira desistisse da profissão. Hoje, ela trabalha na área de meteorologia aeronáutica, em Bauru, e se diz plenamente realizada financeiramente.

Contudo, revela que, se as condições de trabalho há 15 anos fossem as mesmas de hoje, jamais teria cogitado abandonar a engenharia. "Eu adorava o que fazia. Mas surgiu a oportunidade de prestar um concurso da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) e fui aprovada. A diferença de rendimento financeiro era muito grande, além da instabilidade da carreira de engenheira, na época. Mas, se fosse hoje, certamente tudo seria diferente", analisa ela.

De acordo com Valéria, foi preciso realizar um curso e um estágio promovido pela própria Infraero para que ela aprendesse algumas noções de meteorologia, mas o conhecimento conquistado ainda como aluna e profissional do ramo de engenharia foi importante para encurtar caminhos. "Como eu, boa parte dos meus colegas de trabalho, na época, também não permaneceram na área", observa.