09 de julho de 2026
Regional

Em Rubião Jr. está a Faculdade de Medicina

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Quem visita o distrito de Rubião Jr. nem sempre chega a Botucatu. Consequentemente, a cidade que administra o povoado é menos conhecida que o local que abriga o câmpus da Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho/Hospital das Clínicas da Unesp, uma referência estadual em vários tratamentos.

A história de Rubião Jr. tem uma forte ligação com a ferrovia, nasceu com a estação férrea de Capão Bonito. Na década de 40, quando a tuberculose avançava pelo País, o ar puro e seco do local chamou a atenção do Estado que resolveu implantar um hospital. A obra demorou tanto que após ser concluída não tinha mais necessidade, uma vez que já havia sido descoberto o medicamento para tratar a doença."

O prédio ficou parado por mais de 10 anos até que a cidade se mobilizou para levar ao distrito uma escola universitária. A escolhida foi a de medicina. A implantação do hospital escola, em 1963, colocou o povoado em franco desenvolvimento. Atualmente, além de medicina há a faculdade de veterinária, zootecnia e o Instituto de Biociências com seus inúmeros cursos, informa o sub-prefeito Leandro Martins.

Ponto mais alto da região botucatuense (930m), Rubião Jr. tem cerca de seis mil moradores e uma população flutuante que chega próximo ao mesmo número, graças aos servidores da Unesp, professores, estudantes e pacientes. "Todos os dias chegam em média dez ônibus da região, ambulâncias, vans e veículos próprios que transportam pacientes para tratamentos médicos."

Segundo a assessoria de imprensa da Faculdade de Medicina, o hospital não atende somente a região, mas recebe pacientes de outros Estados como Goiás, Paraná e Mato Grosso. "É um hospital terceário. É uma mini-cidade dentro de um distrito dentro de um município", define.

Para atender os dois tipos de público, o distrito dispõe de uma farmácia, dois supermercados, duas creches, uma escola infantil, restaurante, posto de gasolina, dentre outros. Recentemente ganhou uma pousada, além de um condomínio universitário.

A fonte empregadora principal é a Unesp que contempla pelo menos quatro mil vagas, calcula o subprefeito. "Temos também a área rural onde se cultiva tomate, limão e laranja, além do comércio."

O povoado não tem orçamento próprio. Está ligado à secretaria de Descentralização da prefeitura de Botucatu. "Onde fazemos os nossos pedidos que são atendidos pela própria secretaria. Nosso atual problema é pavimentação asfáltica em algumas ruas. Devemos ser contemplados nos próximos meses."

Como uma das maiores empregadoras de Botucatu e da microrregião, a Unesp gera ainda boa parte do Produto Interno Bruto (PIB) do município, mas não tem orçamento próprio. Segundo uma fonte, um grupo de moradores já tentou emancipar o distrito, mas esbarrou na lei federal que proíbe a criação de novos municípios. "O recolhimento de ICMS e IPTU. Por conta da universidade é enorme."