10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Tilibra poderá ser transferida para o DI

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Ainda que não confirme oficialmente, a Tilibra deverá transferir parte ou a totalidade de suas instalações, localizadas na Vila Antártica, em Bauru, para uma área maior, de propriedade da empresa, no Distrito Industrial (DI) 2. Ainda que nenhum representante da fabricante de produtos escolares tenha se disposto a falar, sabe-se que, há poucas semanas, um de seus dirigentes participou de uma reunião com o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema) justamente para tentar negociar a aprovação da retirada de vegetação nativa para a construção do novo complexo.

Atualmente, no Jardim Tangarás, onde está o DI 2, a Tilibra mantém apenas um centro de distribuição. Para transferir seu parque industrial para o novo local, teria de desmatar uma área extensa de vegetação nativa mas, antes disso, precisa da aprovação do Condema, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).

"Ela nos solicitou a supressão desta vegetação. Em função disso, ela precisa do aval destes três órgãos. Mas ainda fizemos uma visita técnica na área e ainda estamos analisando para dar uma resposta à empresa o mais rápido possível", revela Dorival José Coral, do Condema.

Ele explica que a Tilibra apresentou um relatório com um estudo extremamente detalhado sobre as espécies da fauna e flora presentes na área a ser desmatada, documento exigido para uma eventual aprovação de sua supressão. "Por esse projeto ter sido muito bem feito, é bem provável que a empresa seja autorizada a construir seus barracões no local", observa.

Conforme apurou o JC, no entanto, parte da área seria composta por cerrado e, devido à legislação que o protege, o processo de aprovação poderia ser dificultado. A Tilibra, mesmo assim, teria feito um investimento considerável na execução deste relatório detalhado para obter a liberação também desta área.

"Por lei, nada de cerrado pode ser derrubado. Mas, de acordo com o tipo de degradação que este levantamento apontar, a empresa poderá obter a licença e ser obrigada a plantar espécies nativas em outra área, como forma de compensação ambiental", frisa.

Procurada, a assessoria de imprensa da Tilibra informou que o presidente da empresa, Rubens Passos, não iria se manifestar. Por obedecer protocolos internacionais, a empresa destacou que não poderia indicar nenhum outro representante para comentar o assunto.