Agora é oficial. A venda da sede social da Associação Luso Brasileira de Bauru foi cancelada. A informação foi confirmada na tarde de ontem pelo atual presidente do clube, José Ângelo Oliva, que ainda afirmou já haver duas outras novas propostas informais, que devem ser oficializadas hoje, para que o imóvel seja negociado. Segundo ele, o motivo do cancelamento foi exatamente a falta de pagamento por parte da Vitórias Participações, da parcela inicial que firmaria a vigência do contrato de venda.
A data limite para que a Vitórias Participações realizasse o repasse da primeira parcela, cujo valor era de R$ 3,33 milhões, foi 20 de janeiro. Como o pagamento não foi efetuado, o prazo foi alterado para ontem.
"Vimos que o pagamento não foi efetuado e fomos informados que a empresa desistiu da compra", explica Oliva.
Como a primeira parcela seria a responsável por sacramentar realmente o contrato, a desistência não implica em qualquer multa a ser paga pela Vitórias Participações. Entretanto, em outubro do ano passado, quando foi assinado o compromisso de compra e venda do imóvel, os empresários adiantaram R$ 100 mil, valor que não será devolvido pela Luso.
"Esse dinheiro que foi pago como adiantamento fica em favor da Luso. Quando assinamos o compromisso, isso estava acordado", completa Oliva.
Em relação aos planos futuros, o presidente afirma já haver duas novas propostas, porém, extraoficiais. Segundo ele, há a informação de que uma delas será apresentada oficialmente pela manhã de hoje e a outra durante o período vespertino. Entretanto, José Oliva não quis revelar nomes de possíveis compradores e nem detalhes dessas propostas.
Basquete
Desse modo, com essas negociações, que podem recomeçar a partir de hoje, o presidente explica que é bastante provável haver alteração no prazo de desocupação do imóvel. Por conta disso, será possível até mesmo uma prorrogação na data de utilização da quadra da Luso pelo Itabom/Bauru.
"Provavelmente, com esses novos fatos, a desocupação mude para agosto ou setembro. Se caso houver mesmo essa mudança, estamos abertos a negociar que o espaço continue sendo utilizado. É uma questão de conversar mesmo", expõe Oliva.
Sem urgência
Mesmo acenando com duas novas possibilidades de negociação da sede social a serem apresentadas oficialmente hoje, José Oliva afirma que o orçamento da Luso já está bem mais equilibrado e, assim, explica que "não venderá a sede por qualquer coisa".
"Ainda acho que é melhor vender. Mas, não temos pressa efetiva na venda. Não tem urgência. Só iremos negociar por uma proposta boa, que é semelhante ao que havia sido acordado com a Vitórias Participações". A negociação havia sido fechada em aproximadamente R$ 15,5 milhões.
A reportagem procurou o advogado da Vitórias Participações responsável por comandar as negociações, porém, ele informou que não representa mais a empresa e, por isso, não pode comentar qualquer questão sobre o caso.
Já o empresário Narciso Alonso Filho, que assinou a intenção da compra do imóvel, não quis conversar com o JC e nem mesmo confirmar se a desistência decorreu por falta de pagamento. "Eu não tenho nada a declarar. Estou acionando um advogado para ver o que fazer. Quando tiver algo para dizer, eu os procuro", limitou-se a dizer.