Hoje, completa-se uma semana que foi localizado o túnel que estava sob a avenida Nações Unidas em Bauru e serviria para assaltar a empresa de segurança e transporte de valores Protege. Entretanto, mesmo após esse período, a polícia não tem quaisquer suspeitos dos autores da "obra" que chamou a atenção pela ousadia e engenhosidade.
Carlos Alberto Gomes da Rocha Silva, o delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), onde o caso está sendo investigado, explicou que os funcionários da empresa somente serão ouvidos futuramente. "Eu já conversei com algumas pessoas informalmente. Quando achar que é importante, os chamaremos para conversar oficialmente", explica.
A reportagem esteve em alguns estabelecimentos comerciais da rua Marcondes Salgado, próxima ao local onde o túnel foi aberto. Segundo alguns comerciantes, muitas pessoas chegaram à cidade para grandes obras recentes, inclusive do Ceará, onde o Banco Central foi furtado a partir de um túnel.
Entretanto, o delegado Carlos Silva acredita que não há qualquer ligação entre os casos. Segundo ele, tal hipótese é apenas uma conjectura levantada pela população e, provavelmente, os assaltantes que cavaram o túnel são outros. Ele aguarda o laudo pericial do Polícia Científica, que ficará pronto dentro de cerca de 20 dias, para auxiliar nas investigações.
O delegado seccional Benedito Antônio Valencise também confirmou que não há novidades sobre o caso. Ele disse que as investigações estão sendo feitas, porém, nenhum detalhe pode ser revelado.
O grupo Protege também foi procurado. Questionado se possui um sistema de investigação próprio e se está atuando na apuração dos fatos, a empresa disse que somente irá se pronunciar por meio de comunicados oficiais.