Como não poderia deixar de ser, a despedida de Ronaldo ganhou grande espaço na mídia europeia. Afinal, foi no Velho Mundo que por mais tempo ele apresentou seu imenso talento para fazer o que o futebol mais valoriza: gols. Todos os veículos de comunicação destacaram a razão alegada pelo atleta para abandonar os gramados, o hipotireoidismo.
O jornal italiano Gazzetta dello Sport acompanhou Ronaldo de perto, por ele ter jogado nos dois principais clubes de sua cidade, Milão: Internazionale e Milan. No site do diário esportivo com cerca de meio milhão de exemplares de tiragem, o presidente da Internazionale, Massimo Moratti, afirmou: "Ronaldo é o maior centroavante da história". E diz mais: "Foi um prazer vê-lo jogar com a nossa camisa em um ano especial, um verdadeiro privilégio para nós". O dirigente disse ainda no fim de seu comentário sobre Ronaldo: "Sinto que ele pare de jogar. Espero que, agora, possa se divertir".
O atacante obteve êxito naquilo que bem poucos conseguiram, como lembra o diário Marca, da Espanha. Afinal, Ronaldo jogou nos rivais italianos. E, depois, no Barcelona e no Real Madrid. Ainda que tenha desagradado há muitos, seu índice de rejeição não o tornou persona non-grata na Itália e na Espanha. "Dentre os grandes méritos de Ronaldo está o fato de ter jogado em quatro das principais equipes do mundo: Barcelona, Real Madrid, Internazionale e Milan".
O Marca reverenciou Ronaldo. "O adeus do maior atacante da história", é a sua manchete. Depois dá alguns números para justificar seu título. "Ronaldo marcou 420 gols em 616 partidas, ganhou a Bola de Ouro e foi eleito pela Fifa três vezes o melhor jogador do mundo". E resgata ainda jogadas históricas de Ronaldo. "Um dos seus gols antológicos foi na sua época de Barcelona, no estádio multiuso de Santiago de Compostela. Pegou a bola no meio do campo e foi driblando os adversários, livrando-se de chutes a agarrões até ficar na frente do goleiro e concluir com maestria."