08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Barulho mata, sim!


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Venho por meio desta colaborar com a carta de Karina Tafner Moyses e dizer que não moro na Getúlio Vargas, aliás, moro bem longe, pois resido nas redondezas do teatro municipal, mas não há o que discutir quanto às reclamações do barulho. Barulho é veneno, sim senhor, e mata, sim senhor. Barulho não devia ser considerado "contravenção Penal", pois barulho na minha opinião é crime, sim senhor e, parafraseando o saudoso poeta/compositor Adoniram Barbosa, "mata mais que atropelamento de automóvel, mata mais do que bala de revólver". Barulho mata. E, o que é pior, tortura bastante antes de matar.

Principalmente porque o som que se ouve hoje em dia não é curtir uma musiquinha, é barulho mesmo, e alguns veículos possuem som tão alto que trepidam as portas das casas por onde passam. E não é música, é pancada mesmo! E alguns motoqueiros retiram uma peça do escapamento das motos para fazer barulho propositadamente. O que é isso? É chic agora fazer barulho, beber até cair e ficar deitado nas calçadas? E as famílias destes infelizes, que se acham felizes, onde estão?

Eu tenho pena dos moradores da Getúlio sim, apesar de que este "som maldito" está por toda parte, mas lá com certeza é o próprio inferno. E apenas para esclarecimento: Não ouvi ninguém dizer que pobreza é crime. E buraco no asfalto, Posto de Saúde deficiente, ônibus que passa atrasado, não são problemas somente de periferia, mas de toda a cidade, e uma coisa nada tem a ver com a outra.


Sônia Zonta Alberto - funcionária pública estadual