10 de julho de 2026
Nacional

Horário de verão gera economia menor do que no ano passado

Folhapress
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Brasília - O horário de verão, que termina à meia-noite de hoje para amanhã, teve resultados inferiores ao esperado pelo setor elétrico e em relação à edição anterior. Hoje, os brasileiros devem atrasar os relógios em uma hora no final do dia.

O horário especial é mantido pelo governo federal para reduzir o consumo de energia no horário de pico, das 18h às 21h. Dessa vez, houve uma redução de demanda nesse período de 4,4%. Na edição passada, a economia foi maior: 4,7%.

Foram 2.376 MW (megawatts) economizados na faixa de maior consumo do dia. É o equivalente ao abastecimento de uma cidade com 3,4 milhões de pessoas no mesmo horário.

Em 2009/2010, foram 2.587 MW de economia, número 8,15% maior do que dados do relatório preliminar divulgado ontem pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

São Paulo foi o Estado responsável por 40,3% da redução de demanda na ponta, um total de 959 MW. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, a economia foi de 1.821 MW. No Sul, de 555 MW.

A economia total de energia foi de 0,5% nas três regiões, desempenho que costuma se repetir ao longo dos anos. É o equivalente ao que consome, por três dias, cidades com o porte de Curitiba, de 1,7 milhão de habitantes.

O horário é adotado no país com o objetivo principal de aliviar as redes de transmissão de energia nos períodos do dia em que o consumo é mais intenso.

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Adaptação


São Paulo - Apesar de a adaptação ser menos complicada do que no seu início, o fim do horário de verão também requer atenção especial para quem cuida da saúde.

Segundo Jacob Faintuch, professor médico de clínica geral da Faculdade de Medicina da USP, o principal erro dos brasileiros nesse período de mudança é tentar aproveitar a hora "a mais" da noite de hoje, quando os relógios devem ser atrasados. "A pessoa se acostuma com aquela falsa ideia que a noite é mais longa e, no domingo, já vai ter uma noite normal. E dormir bem na noite de domingo é muito importante para acordar bem na segunda-feira", afirma.

De acordo com o médico, a adaptação ao novo horário costuma levar de três a quatro dias. Para manter o padrão do sono durante esse tempo, ele recomenda fazer atividades físicas moderadas durante o dia, para estimular o cansaço à noite, e evitar a ingestão de comida pesada, café e chá preto.

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Luz natural


No verão, a medida se justifica também por causa do calor - que eleva o consumo de energia -, da alta atividade industrial e da possibilidade de aproveitamento da luz natural do dia. O horário especial vale para três regiões - Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Foram 18 semanas, contadas a partir de 17 de outubro.

O governo alega que o procedimento aumenta a segurança do sistema elétrico e diminui os custos de geração. Reduz a necessidade de reforçar investimentos em linhas de transmissão.