10 de julho de 2026
Internacional

Brasil entra na mira de estudantes anti-Chávez


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Caracas - Em greve de fome há 20 dias, um grupo de estudantes venezuelanos anunciou ontem que seguirá com o protesto até que o governo Hugo Chávez permita a entrada no país de uma comissão da OEA (Organização dos Estados Americanos).

Seis universitários se instalaram, com tendas e cartazes, em frente à Embaixada do Brasil em Caracas. Dizem só tomar água e soluções isotônicas.

"Nossa esperança é que o novo governo brasileiro, com a nova presidente, se manifeste sobre a questão dos direitos humanos como membro da OEA. Queremos ter um governo democrático como o do Brasil??, disse Roderick Navarro, 23 anos, um dos estudantes do movimento.

A comissão da OEA terá a missão de investigar supostas violações de direitos humanos na Venezuela.

Os universitários rejeitaram o chamado do ministro do Interior, Tareck El Aissami, para um "diálogo franco" sobre suas reivindicações que devem ser processadas por meio de "mecanismos internos".

O protesto que começou na sede da OEA em Caracas se espalhou por vários pontos do país e por representações diplomáticas.