? Ressaca
A principal matéria do JC aborda hoje a queda do astral em parte das pessoas que têm de voltar a conviver com a realidade após o término do período de férias, já que a aproximação do verão, festas de final de ano, o lado lúdico da vacância de janeiro e o "congelamento temporário dos problemas", em função das pausas e dos recessos, contrastam com a dura realidade do cotidiano, que se inicia com os dias normais do calendário, voltas às aulas etc. Isso também acontece no cenário político.
? Na real
Depois das eleições à Presidência da República, governo estadual, assembleias estaduais e Congresso, das férias e do recesso, começa a realidade e, no caso das prefeituras e câmaras, a segunda fase dos mandatos, definitivos para a correção de rotas e preparação para as eleições e reeleições.
? Em Bauru
Da mesma forma, a cidade volta para a "real" e começa o ano pagando um preço alto pelo noviciado e juventude do prefeito e pela quase desesperada tentativa de manutenção de cargos, especialmente de pessoas sem voto e sem competência para sobreviver no mercado de trabalho e que querem a qualquer preço uma "boquinha" na prefeitura, secretarias e autarquias, junto com outros que pretendem reconquistar espaços perdidos no governo.
? Vale tudo
Em ambos os casos se valem de quaisquer instrumentos, atitudes e gestos, que beiram o ridículo, fomentados por fofoqueiros e aloprados que, pelo ócio, tem o tempo inteiro disponível para o exercício do fazer na-da, e por outros que querem desviar o foco da realidade e dos fatos, documentados, comprovados e inquestionáveis, que levaram a muitas das exonerações e pedidos de demissões entre os colaboradores do prefeito. E contra fatos não há argumentos. E se alguém não viu, não leu ou tiver dúvidas, podemos mostrar tudo de novo, e com exclusividade, porque os omissos não devem tê-los e se os tiver guardaram ou os esconderam muito bem escondidos e ignorados.
? Bem público
O fato é que o dinheiro público em Bauru, depois de tantas denúncias e investigações jornalísticas, que estiveram na maioria esmagadora das vezes única e exclusivamente nas páginas do JC, da atuação contundente da Câmara Municipal e do Ministério Público, felizmente não está tão facilmente disponível e manipulável para interesses que não sejam legitimamente públicos e isso incomoda muita gente.
? Fogo amigo
Enquanto o governo amadurece, fortalece seus quadros com gente mais experiente, de comprovada responsabilidade e compromisso com o interesse público e sinaliza para acertos, que podem levá-lo a boas avaliações melhorando a cidade, dialogando com outras importantes lideranças, não é a oposição que cria problemas para o prefeito. Quem faz isso são alguns pouquíssimos "amigos", figuras manjadas, que olham apenas para os seus interesses pessoais e de poder, usam e abusam descaradamente das práticas do "quanto pior melhor" para cavar vantagens e cargos. Mas que os mesmos não se iludam, o povo sabe disso.
? Fatos x boatos
Rodrigo, que tem a sorte de ter uma oposição séria e em sua maioria comprometida com o interesse coletivo da cidade, terá de definitivamente separar o joio do trigo e não deixar mais que misturem fatos com boatos, com o risco de jogar fora todo o trabalho e amadurecimento que muito têm lhe custado e aos bauruenses que torcem pela cidade também. Pois não é para uns poucos oportunistas de plantão, repetimos, sempre em busca de cargos, mas sim para o povo, para essa grande maioria de cidadãos que sonham com uma Bauru melhor de verdade, que o prefeito tem de governar.