Jaú ? A Polícia Militar (PM) de Jaú (47 quilômetros de Bauru) instaurou inquérito policial militar para apurar agressão, no sábado à noite, contra dois soldados que atendiam uma ocorrência de desentendimento entre vizinhos. Na ocasião, a policial acabou disparando um tiro na altura da virilha de uma das envolvidas para conseguir contê-la. Ontem à tarde, ela passou por exames em Bauru, mas não corre risco de morte.
De acordo com a PM, por volta das 21h, uma viatura deslocou-se até a rua XV de Novembro, na Vila Sampaio, para verificar denúncia de desentendimento entre vizinhos. No momento em que os soldados Sandra Cristina da Silva, 41 anos, e Durval Aparecido Albertini Filho, 41 anos, conversavam com a solicitante, uma mulher de 27 anos, grávida de sete meses, sua vizinha Karina Pires de Oliveira, 31 anos, tentou agredi-la com socos e tapas.
A soldado tentou evitar a agressão, mas acabou sendo derrubada no chão com um chute. O capitão Luiz Gustavo Toaldo Pistori, comandante da 1ª Companhia da PM de Jaú, conta que Karina também tentou tomar a tonfa (espécie de cassetete) da policial. "Como recurso último, ela acabou dando o tiro", diz. "Houve o escalonamento de uso da força, houve tentativa de diálogo, mas ela estava completamente descontrolada".
O companheiro da acusada, Márcio Roberto Nogueira, 38 anos, chegou a agredir o soldado Albertini com socos e a tomar seu cassetete. Em seguida, ele teria quebrado os vidros das janelas da viatura. Após a chegada de reforço policial, o acusado foi imobilizado, autuado em flagrante por desacato, resistência e dano ao patrimônio público, e recolhido à Cadeia Pública de Barra Bonita. Segundo a PM, o casal seria usuário de drogas.
Karina foi socorrida na Santa Casa de Misericórdia da cidade onde, até o fechamento desta edição, continuava internada em estado estável. Por meio da assessoria de imprensa, o hospital informou que, na tarde de ontem, a mulher havia sido levada até Bauru para a realização de exames complementares, que seriam avaliados por uma equipe de médicos vasculares. Em seguida, ela retornou para a Santa Casa.
Os soldados agredidos, de acordo com o capitão, tiveram escoriações por todo o corpo e foram submetidos ontem à exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Jaú. A arma da policial militar, uma pistola calibre 40, foi apreendida e será encaminhada para perícia. Os procedimentos adotados pelos soldados serão investigados durante o inquérito policial militar.